Em greve há 15 dias, os servidores públicos do Departamento de Trânsito do Pará (Detran) pretendem fazer um ato hoje (11), em frente a Secretaria de Administração (Sead), na Travessa do Chaco, Almirante Barroso, em Belém.
De acordo com o presidente do Sindicato dos trabalhadores de trânsito do Estado do Pará (Sindtran), Élison Oliveira, o governo fez 70 contratações irregulares durante o período de greve da categoria, utilizando um valor que poderia satisfazer pelo menos uma das pautas dos servidores.
“Acreditamos que o governo está se oportunizando da greve para fazer contratos irregulares, de apadrinhados políticos. O governo alega que não tem dinheiro para pagar os trabalhadores, mas o valor com essas contratações custam R$ 190.000,00 (cento e noventa mil reais) mensais que daria para pagar pelo menos a Gratificação por Tempo Integral (GTI), que é um direito do trabalhador que excede sua carga horária de trabalho”, reiterou Élison Oliveira.
A categoria se deslocou anteontem até o prédio sede do Ministério Público do Estado do Pará (MPE) para formalizar a denúncia sobre as contratações irregulares. Do encontro, foi agendada uma reunião para hoje na sede do Ministério do Trabalho junto com o MPE, na qual, os servidores pretendem comprovar com documentos a existência dessas contratações para o órgão.
Outra questão denunciada pelos grevistas é a existência de uma sede fantasma do departamento (Ciretran) situada no município de Igarapé-Miri, nordeste paraense. “Há um ano que uma casa foi alugada no valor de R$ 180 mil reais, contrato válido por três anos, que equivale a 70 mil reais por ano. Mas, na prática, não funciona nada pelo Detran, porém é uma família que reside no local”, apontou Élison Oliveira.
DETRAN
O Detran informa que as negociações estão sendo conduzidas pela Secretaria de Administração do Estado. Ressalta que os serviços prestados pela instituição não estão paralisados. Apenas a segunda via da carteira de habilitação não está sendo entregue no mesmo dia. E sempre que necessário, será feito o deslocamento de funcionários de outros setores para o atendimento, para que o usuário não seja prejudicado com a greve.
(Diário do Pará)
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