O Ministro da Pesca e Aquicultura, Helder Barbalho, participou ontem do Encontro Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional na Amazônia, evento promovido pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), órgão da Presidência da República, que acontece em Belém pela primeira vez. O encontro segue até hoje e visa abordar os avanços e desafios para proteção da biodiversidade e a garantia da segurança alimentar da população urbana e dos povos da floresta e das águas.
Estiveram presentes na mesa de abertura Maria Emilia Pacheco, Presidente do Consea e Felipe Matias, Secretário de Planejamento e Ordenamento da Aquicultura. Durante o discurso inicial, Maria Emília destacou que o evento na região é importante, pois dá início ao processo do plano nacional de realização da 5ª Conferencia Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, que irá ocorrer em novembro, em Brasília. “Nós optamos pela Amazônia dado a importância desse bioma, precisa ser mais conhecido pela sociedade brasileira, órgãos federais e estados, pois aqui nós temos lamentavelmente um dos piores índices de segurança alimentar nutricional”, disse.
O ministro Helder Barbalho, na ocasião, apresentou um quadro com políticas públicas voltadas para a ampliação da produção do pescado e aquicultura que garantirão qualidade no consumo do pescado da região amazônica e, consequentemente, no Brasil, garantindo a segurança alimentar e nutricional do alimento. Para isto, segundo Helder, o ministério firmou acordo de cooperação com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação em que busca capacitar manipuladores de alimentos nas escolas, nutricionistas, gestores e colaboradores, tanto no Pará, como em demais seis unidades federais .
“Nós ainda temos um consumo, absolutamente, baixo no Brasil. Apenas 9,92 quilos por habitante é o consumo hoje no nosso país. Na Amazônia, pela cultura das pessoas que aqui moram, temos um consumo diferenciado, chegando a 30 quilos de consumo por habitante, por ano. A nossa intenção é que nós possamos, com o cultivo de pescado, ampliar a oferta para diminuir o preço e garantir que o consumo na Amazônia possa ser ainda maior. Acima de tudo, também, que gere oferta com um valor acessível para que as pessoas possam consumir uma proteína que esteja plenamente de acordo com a necessidade nutricional das pessoas”, disse.
Para atingir esta meta, de acordo com Helder, o ministério quer implantar ou adequar infraestruturas com viveiros, tanques de redes para atender famílias produtoras no âmbito da aquicultura, fortalecer a pesca artesanal, diminuir a presença dos atravessadores, que consequentemente aumentará no lucro dos pescadores e diminuirá no valor do produto.
Logo após a apresentação no Encontro Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional na Amazônia, o ministro seguiu para o 43º Encontro Ruralista, promovido pela Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), no Palácio da Agricultura.
Foi colocado aos produtores participantes que o Pará tem condições de crescer na produção do pescado do Brasil, a meta é aumentar em 20% ao ano a taxa de crescimento da produção do pescado até 2020. “Nosso objetivo claro de produção é que possamos sair de 765 mil toneladas de pesca de captura para um milhão de toneladas. Estamos trabalhando fortemente na sustentabilidade para garantir a captura com preservação e garantia dos nossos estoques. Queremos avançar no cultivo do pescado. Nós entendemos que o Pará pode ser decisivo para atingir esta meta ousada que coloca até 2020 a taxa de crescimento de 20% ao ano que nós sabemos perfeitamente que é um ministério para que o setor produtivo possa atuar”, discursou.
Ministro cobrou combate à violência.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar