Nesta sexta-feira, 12 de junho, será comemorado o Dia dos Namorados. A data é marcada pelo romantismo dos apaixonados, mas também pelo consumismo. O Dia dos Namorados é a terceira data mais lucrativa para o comércio, atrás, apenas, do Dia das Mães e do Natal, atingido as expectativas em torno do período.
No Brasil, o Dia dos Namorados foi introduzido em 1950, pelo publicitário João Dória, no intuito de reproduzir o que, em outros países do mundo, é comemorado em 14 de fevereiro (Dia de São Valentim ou Valentine’s Day). “Certamente, ela foi escolhida a partir da percepção da importância e do significado que tinha para a vida social. Se assim não fosse, outro evento seria o foco”, afirma a Telma Amaral, antropóloga da Faculdade de Ciências Sociais (UFPA). Ela explica ainda que a comemoração atinge seus objetivos como instrumento para a efervescência do mercado.
Fase inicial de um relacionamento, o namoro, como as outras relações afetivas, deve ser compreendido como uma união entre gêneros e não apenas um encontro amoroso entre homem e mulher.
Simbolismo
Do ponto de vista antropológico, o Dia dos Namorados é um momento em que as pessoas têm a chance de demonstrar afetividade, característica fundamental de todo ser humano, nas palavras de Telma. “O amor faz parte de nossas vidas, cotidianamente, e, para se manter, ele precisa ser cuidado. Uma das formas de cuidar do amor e da pessoa a quem ele se dirige é presenteando-a.”
Em 2011, no período de 29 de maio a 12 de junho, apenas o e-commerce (comércio eletrônico, via internet) faturou R$ 680 milhões. Essa informação reforça a importância dos presentes materiais e do comércio durante a época, não apenas para inflar as vendas, mas também no estabelecimento de relações de reciprocidade. “O binômio dar/receber cria e fortalece vínculos entre as pessoas, porém, mais importante que o objeto material envolvido nessa transação é o compromisso recíproco que se firma entre o par”, diz a professora.
Dois lados
Para finalizar, Telma Amaral avalia o Dia dos Namorados como data que possui dois lados distintos. “O lado bom é que a data nos mobiliza, no sentido de pensar no outro e cuidar do nosso amor; o lado ruim é quando embarcamos no consumismo e esquecemos que, mais do que o presente, o que estamos dando realmente é o sentimento que nutrimos pelo outro e deve retornar para nós em igual medida.”
(DOL com informações da UFPA)
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