O senador Jader Barbalho reiterou ontem ao governo federal, por meio de ofício dirigido ao ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, a necessidade de se agilizar a execução do projeto de derrocamento do Pedral do Lourenço, no rio Tocantins. O senador observou que ainda há tempo de o Ministério incluir a obra na segunda etapa do Projeto de Investimentos em Logística (PIL), o pacote de concessões anunciado na terça-feira pela presidente Dilma Rousseff e que prevê investimentos de quase R$ 200 bilhões em obras de infraestrutura ferroviária, rodoviária, portuária hidroviária e aeroportuária.
O senador do PMDB afirmou haver-lhe causado profunda tristeza verificar que o projeto de derrocamento do Pedral do Lourenço não foi incluído no pacote de concessões do governo federal. “Causa-me indignação observar, mais uma vez, que é tratado com inexplicável desinteresse um empreendimento que é vital não somente para o Estado do Pará, mas para o Brasil”, completou.
No ofício, encaminhado com cópia também para a presidente Dilma Rousseff, Jader ressaltou que a execução do derrocamento é um compromisso assumido pelo governo federal ainda na época do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e depois reiteradamente endossado pela atual presidente da República, inclusive em eventos públicos realizados no Estado do Pará, em Belém e nas cidades de Marabá e Barcarena.
O senador destacou que é histórico o descaso de Brasília em relação à hidrovia paraense. Para ele, é absolutamente inaceitável o desprezo dispensado pelo Brasil, por meio de sucessivos governos, ao modal hidroviário, que é reconhecidamente o mais barato, o mais eficaz e o mais democrático modal de transporte de cargas, sem contar o fato de que é também, disparado, o de menor custo de implantação e manutenção e ainda o de menor impacto ambiental.
Jader Barbalho acrescentou que o derrocamento do Pedral do Lourenço não é uma ação isolada, de interesse exclusivo do Pará. Ele é, conforme frisou, o elo inicial de uma ampla cadeia logística, que se completará com a consolidação da Hidrovia do Tocantins, a operacionalização plena das eclusas de Tucuruí, a construção do porto multimodal de Marabá e a ampliação do porto de Vila do Conde, já hoje a principal porta de saída do Brasil pela Região Norte para os mercados da América do Norte e Europa.
Governo diz que projetos são "estratégicos".
(Diário do Pará)
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