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Pioneiro torra verba federal e esquece UPA

Uma placa em frente a obra de construção de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no Residencial Carlos Marighella, no Aurá, em Ananindeua, avisa que a obra custaria R$ 2.898.431 e deveria ser entregue em dezembro do ano passado pelo prefeito Manoel Pi

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Uma placa em frente a obra de construção de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no Residencial Carlos Marighella, no Aurá, em Ananindeua, avisa que a obra custaria R$ 2.898.431 e deveria ser entregue em dezembro do ano passado pelo prefeito Manoel Pioneiro.

Porém, depois de seis meses, o prédio com um amplo espaço está totalmente abandonado. As paredes possuem apenas um reboco e o local, cercado de mato, não possui nem portas, nem janelas e as duas fossas estão a céu aberto. O portão, completamente enferrujado não é o suficiente para impedir a entrada de invasores.

Quem precisa de atendimento não tem alternativa senão buscar socorro médico longe da residência. É o caso da comerciante Rute Pereira, de 51 anos. Ela disse que a mãe, de 81 anos, muitas vezes fica sem atendimento médico porque a Unidade de Saúde do Aurá, mais próxima de sua casa funciona em horário limitado. “Quando ela sente alguma coisa, a gente vai até a UPA de Marituba ou da Cidade Nova, mesmo tendo que pegar dois ônibus pra lá, é a única opção que nos resta porque a Unidade de Saúde do Aurá funciona de 8h até 11h”, relatou.

João das Chagas, 70 anos, morador da Rua 27 de Outubro, que fica na esquina do espaço onde deveria funcionar a UPA, contou que a obra foi iniciada depois que o prazo começou a vencer. “Iniciaram as obras no verão e o inverno chegou e não terminaram. A nossa esperança é que seja terminada, porque assim, a gente não vai precisar ir pra Marituba ou Cidade Nova para conseguir atendimento”.

DROGAS

Uma preocupação comum dos moradores é a invasão de usuários de drogas no espaço. “É um local abandonado que está servindo apenas para o abrigo de pessoas que usam drogas e para adolescentes ociosos que entram no local, sob o pretexto de que vão conversar, mas a gente escuta muita gritaria desde a tarde até à noite”, acrescentou Solange que mora em frente ao local. A reportagem fez contato com a Secretaria de Saúde de Ananindeua, mas não teve retorno.

(Diário do Pará)

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