No dia em que a terceira viagem foi aprovada, a oposição chiou à beça. O deputado Carlos Bordalo, do PT, cobrou do Governo os relatórios das duas viagens. “Tanta crise no Estado, segurança e Educação, e em plena greve da Educação, ele se manda para a Argélia”, lembrou.
Os deputados Francisco Melo, o Chicão (PMDB), Tércio Nogueira (PROS) e Lélio Costa (PC do B) também subiram à tribuna para pedir o que é óbvio ao Legislativo, mas nem tanto para o governador, ao que parece: que ele dê satisfação a Assembleia Legislativa principalmente sobre o que o Estado ganha ao bancar com cada viagem dessa. “Acho que até pode viajar, mas vai trazer benefícios claros? Qual o sentido? Um estado sitiado como o nosso e ele se ausenta? Há contradição, dualidade, e é papel do parlamento fiscalizar. Que seja apresentado a esta casa um relatório de viagem, relatando o que vai trazer de bom”, discursou Lélio, à ocasião.“Aqui a gente nunca se opôs a votar por empréstimo, por viagem, mesmo sendo oposição. O governador não está cansado de viajar? Ele que justifique porque pede uma semana para ir ao Qatar, por exemplo, e depois resolve que não vai”, criticou Chicão. “Não é só porque somos oposição. O governador tem que mandar para cá um retorno, como foi a viagem, o que foi gasto e quais os resultados”, reforçou Tércio.
Essa prática do governador é antiga. Até hoje não se sabe quais os benefícios concretos das viagens de Jatene para o exterior, como a ida ao Qatar e Tóqio no governo anterior . Além disso, a ida a Paris para receber um certificado que coloca o Pará livre da febre aftosa, junto com uma extensa comitiva, gerou protestos pelos elevados custos desse passeioà Europa.
(Diário do Pará)
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