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Um perigo chamado Aedes Aegypti

Assim como outros mosquitos, o Aedes Aegypti incomoda. Porém a diferença crucial entre os outros insetos é que este é nocivo à saúde pública. O pernilongo rajado é vetor de três vírus: Dengue, Febre Chikungunya, e, mais recentemente, a Zyka. Os vírus são

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Assim como outros mosquitos, o Aedes Aegypti incomoda. Porém a diferença crucial entre os outros insetos é que este é nocivo à saúde pública. O pernilongo rajado é vetor de três vírus: Dengue, Febre Chikungunya, e, mais recentemente, a Zyka. Os vírus são semelhantes tanto na forma de contágio, quanto na ação sintomática. “A Dengue e a Chikungunya são doenças bem parecidas. A diferença entre elas é que em uma semana, os sintomas da Dengue somem. Já com a Chikungunya, as dores nas articulações não cessam no período normal, e podem ficar por meses”, explicou o infectologista Alexandre Cunha.

A febre Zyka é uma infecção causada pelo vírus ZIKV. “A Zyka ainda é muito recente no Brasil, e tratamos como se fosse dengue”, ressaltou o especialista. Os estudiosos acreditam que o Zika vírus foi introduzido no Brasil por turistas que vieram assistir à Copa do Mundo, em 2014.Para diagnosticar a exatidão de qual dos vírus o individuo foi acometido, é necessário mais que uma análise clínica.

“Ninguém pode descobrir sozinho. Há três exames que podem ser feitos: o exame de anticorpos com o vírus, a pesquisa de antígeno NS1, da Dengue, e o PCR – análise do material genético do vírus”, disse Cunha.De acordo com o especialista, o tratamento para combater as enfermidades varia conforme o organismo, mas tem apenas um seguimento em geral. “Cada indivíduo tem uma reação. Tem alguns que, além da febre, da dor nas articulações e na cabeça, apresentam manchas avermelhadas na pele. Por isso fazemos tratamento de suporte em todos os casos, como mantendo a hidratação e o controle da pressão arterial”, descreveu.

O transmissor urbano tem menos de um centímetro, porém combate como um gigante. A batalha do país contra o vetor se estende há mais de um século, quando as brigadas sanitárias conseguiram erradicar a febre amarela das cidades, transmitida pelo mesmo inseto. “Não se tem como evitar a transmissão. A melhor forma de prevenção é combater a proliferação do mosquito, e o contato dele com a pele”, alertou.

(Diário do Pará)

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