Acolhendo também uma grande quantidade de pessoas diariamente, a acessibilidade no Terminal Rodoviário de Belém da mesma forma é dificultada pelo não funcionamento das escadas rolantes. Instaladas para possibilitar o acesso dos passageiros à área de embarque, no subsolo, as escadas rolantes estavam interditadas com tapumes e faixas durante a manhã de ontem.
Preocupada com o horário de saída do ônibus que lhe levaria para casa, no município de Moju, a professor Gilma Sarraf se viu obrigada a fazer dois deslocamentos pela escada comum. “Eu tô com uma sacola pesada que eu tive que deixar lá em cima porque como eu ia descer essa escada com tudo isso?”, questionava-se. “Vou ter que voltar agora pra pegar só essa sacola agora. Se tivesse funcionando a escada rolante, não ia precisar subir e descer de novo”.
Viajante frequente, a professora recorda ainda que o problema no local é antigo. “Há muito tempo que essas escadas não funcionam”, afirma. “Com certeza seria muito mais fácil com elas funcionando”.
Na companhia da família para descansar no distrito de Mosqueiro, a contabilista Fátima Reis também já não recorda a última vez que viu a escada rolante do terminal em funcionamento. “Essas escadas teriam que estar funcionando porque têm pessoas com deficiência que têm dificuldade de descer e subir essas escadas”, lembra. “Tá chegando o período das férias de julho e está tudo assim, interditado. Tem mais de ano que isso tá assim parado. Aumenta a passagem e não melhora nada”.
Em nota, a Prefeitura de Belém informou que a Secretaria Municipal de Urbanismo (Seurb) “fez reparos em um dos elevadores, que no momento está funcionando normalmente” e que “o que acontece na área do Castanheira é que há muitas quedas de energia, e, quando a energia é restabelecida, os equipamentos levam de 15 a 20 minutos para voltar a funcionar”.
Sobre a escada rolante, a nota afirma ainda que “a mesma foi alvo da ação de vândalos, que destruíram o equipamento” e que “já foi solicitado o reparo desta escada, porém, estamos no aguardo da chegada de algumas peças que não são vendidas no Brasil, dado o fato de este ser um equipamento importado”.
(Diário do Pará)
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