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Lixão do Aurá será desativado em julho

De acordo com anúncio feito ontem de manhã pela Prefeitura de Belém e pelo Ministério Público do Estado do Pará, o lixão do Aurá, em Ananindeua, onde é despejada a maior parte do lixo produzido na Região Metropolitana da capital, deve encerrar suas ativid

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De acordo com anúncio feito ontem de manhã pela Prefeitura de Belém e pelo Ministério Público do Estado do Pará, o lixão do Aurá, em Ananindeua, onde é despejada a maior parte do lixo produzido na Região Metropolitana da capital, deve encerrar suas atividades no próximo dia 5 de julho. O anúncio foi feito em reunião realizada na sede da Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan) na presença do prefeito Zenaldo Coutinho (PSDB) e dos promotores de Justiça Raimundo Moraes, titular da Promotoria de Meio Ambiente do MP-PA, e Nilton Gurjão, do Centro de Apoio Operacional Ambiental do MP-PA. No entanto, nenhuma representação de associações de catadores de lixo compareceu ao encontro.

Zenaldo garantiu que a Prefeitura dispõe de verbas para amparar os trabalhadores do local após o fechamento do lixão. “Estamos com recursos inclusive disponibilizados para contratar as associações de catadores de belém, estamos abertos para a inclusão econômica e social dos catadores, essa reunião também é mais um chamamento para que ocorra essa integração”, discursou. “Vamos dar o apoio necessário para que estejam conosco, seja oferecendo qualificação, contratualização de associações ou expandindo a coleta seletiva domiciliar.”, declarou, frisando que a responsabilidade da PMB se restringe apenas aos trabalhadores e entidades de Belém.

Mas Roselindo Souza, da Associação de Catadores de Coleta Seletiva de Belém (ACCSB), afirma que a entidade não possui qualquer entendimento com a Prefeitura de Belém, e revelou estar temeroso pelo futuro dos 45 trabalhadores ligados à ACCSB. “Se fecha no dia 5 de julho, o que será de todos nós, vamos trabalhar onde? A Prefeitura não nos procurou e se o lixão fechar vai acontecer de ficar todos aqueles pais de família sem emprego”, lamentou.

Com o fechamento do lixão, o lixo produzido deve ser encaminhado a um único aterro sanitário, em Marituba, de propriedade da empresa Guamá Tratamento de Resíduos, que seria devidamente licenciado para tal atividade - o acordo para essa gestão foi fechado na semana passada. O tucano informou ainda que, de acordo com um cadastro feito no ano passado, pelo menos mil pessoas trabalham diretamente no Aurá e que em dois meses a Prefeitura deverá anunciar um Plano Municipal de Gestão de Resíduos Sólidos.

O promotor Raimundo Moraes reforçou que há condições de fechar as portas do lixão no dia 5, mas não descartou a possibilidade de que esse prazo seja esticado - mais uma vez. “Não é prazo, queremos o compromisso realizado, ações que sejam feitas com segurança para depois vir resultado final. Se não for 5 de julho ou agosto, tanto faz, mas já existe condição de fechar em 5 de julho”, insistiu. “É importante também reforçar que fechar é meta, mas existem várias ações a serem feitas no sentido de garantir isso: garantia de coleta seletiva, verificação de áreas adequadas e legalmente aprovadas para deposição final dos resíduos”, detalhou.

(Diário do Pará)

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