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Pais de alunos pedem segurança para escola

O sentimento resultante de uma mãe que perdeu o filho na porta da escola é de frustração e de desespero. Após passar por esta situação, a dona de casa Mônica Pereira dos Santos, 46, foi até a Escola Estadual Augusto Montenegro, na travessa Magno de Araújo

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O sentimento resultante de uma mãe que perdeu o filho na porta da escola é de frustração e de desespero. Após passar por esta situação, a dona de casa Mônica Pereira dos Santos, 46, foi até a Escola Estadual Augusto Montenegro, na travessa Magno de Araújo, no bairro do Telégrafo, para ouvir justificativas das autoridades reunidas para dar explicações sobre o caso.

Humberto Douglas Pereira dos Santos, de 23, estudante do 2º ano do Ensino médio morreu depois de ser atingido por um tiro na nuca na porta da escola. Emocionada, a mãe dele diz que fará a transferência da filha que também estuda na escola porque, apesar de acreditar que os outros estudantes esquecerão o episódio traumático, a filha não tem mais coragem de voltar às aulas naquela escola. “Espero que as pessoas que ficarem não passem por essa dor”.

Os relatos de professores e alunos são de medo e de que a situação de violência é comum entre a comunidade escolar. Para a professora Alzira Maciel, 53, que leciona há mais de 20 anos na mesma escola, se houvesse um maior policiamento, os transtornos seriam, pelo menos, minimizados.

“Procuramos manter uma relação, no mínimo, respeitosa com o aluno para que não nos sintamos ameaçados, mas em março deste ano, uma professora foi sequestrada de dentro de sala de aula. Não sabemos se foi aluno, mas é preocupante. Outro professor foi alvejado no próprio carro na frente da escola. Além dos constantes assaltos que ocorrem ao redor da escola”.

MEDO

O professor Manoel Ovídio disse que os alunos estão com medo de voltar às aulas. “Alguns alunos têm nos procurado com o desejo de deixar a escola. Isso é um fato que está acentuado em Belém, mas não é exclusivo da escola. Agora, depois da reunião, esperamos que a Seduc, principalmente, junto às outras entidades reunidas possam fazer um projeto em convênio com as escolas, para que ao serem aplicados esses projetos, os alunos possam ser inseridos e a partir dessa participação, minimizar o problema da violência”.

(Diário do Pará)

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