Um ato de servidores dos hospitais universitários de Belém é realizado em frente ao Hospital Universitário João de Barros Barreto, na manhã dessa quarta-feira (17). O portão para entrada de veículos está bloqueado, sendo liberada a passagem de ambulâncias e de pacientes.
No início da manhã de hoje, entre 7h e 8h, houve uma paralisação de aproximadamente 30% dos servidores no Barros Barreto, coordenada pelo Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Federais de Ensino Superior (Sindtifes). O atendimento já foi normalizado.
O movimento faz parte do ato nacional de greve dos Técnico-Administrativos das universidades federais, iniciada no último dia 28 de maio. Quanto às pautas específicas dos hospitais universitários, a paralisação quer chamar a atenção, principalmente, para a privatização dos hospitais, considerada prejudicial pela categoria.
Os técnicos afirmam que a criação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), em 2010, que administra os 45 hospitais universitários em todo Brasil, prejudica o atendimento e os serviços nos hospitais.
“O que vemos é um processo de sucateamento dos hospitais universitários, ao longo de uma década. O que os gestores fazem é precarizar o atendimento, para depois tentar jogar a solução para a iniciativa privada. Os hospitais são um grande filão para ganhar dinheiro”, afirma Cláudio Rocha, técnico em enfermagem do Hospital Barros Barreto.
A categoria dos técnico-administrativos, em greve nacional, também reivindica reajuste salarial de 27,3% além de outras melhorias para os servidores.

(DOL com informações Sindtifes)
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