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“O melhor lugar do mundo para se viver”, assim o bairro do Marco é definido por Ademir Nelson, 53 anos, açougueiro que trabalha na feira da Bandeira Branca, na avenida Dr. Freitas, bairro do Marco, em Belém. Para Nelson, o melhor lugar para morar e traba
quarta-feira, 17/06/2015, 15:52
- Atualizado 17/06/2015, 16:56
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“O melhor lugar do mundo para se viver”, assim o bairro do Marco é definido por Ademir Nelson, 53 anos, açougueiro que trabalha na feira da Bandeira Branca, na avenida Dr. Freitas, bairro do Marco, em Belém.
Para Nelson, o melhor lugar para morar e trabalhar (Foto: Maycon Nunes)
Para Nelson, como é mais conhecido, o carinho pela Feira e pelo bairro foi passado de geração para geração. Seu pai, Ademir Bentes de Oliveira, mais conhecido como o Vovô Ademir, 75 anos, há mais de 50 mora no Marco e trabalha na Feira.Natural de Monte Alegre, região do Baixo Amazonas, o “Vovô” criou seus filhos através do trabalho no local.
Além de Nelson, seu outro filho trabalha na Bandeira Branca e moram no bairro.
Quem também está há 50 anos no bairro é aposentada Maria da Graça Costa, 66 anos. Neste tempo, Maria morou ainda um período no bairro da Marambaia. No entanto, seu bairro favorito é o Marco. “Todo dia pela manhã caminho no Bosque. Poderia ser melhor cuidado pela prefeitura e pelas pessoas que visitam e acabam jogando lixo, mas gosto muito”, destaca a aposentada. “Tem tudo no Marco”, diz contente a moradora.A mobilidade e a facilidade também são destacados por outros moradores, como Leandro Rêgo, 54 anos, que mora em um prédio com esposa e filho na avenida Duque de Caxias. Segundo ele, o Marco dispõe de vários serviços, locais e a comodidade necessária para ter qualidade de vida. “Tem de tudo aqui e basta andar um pouco para chegar nos locais. Temos farmácias, restaurantes, sorveterias, hospitais, o trânsito não é tão complicado”, destaca o morador.
Para ele, no entanto, ainda há problemas que precisam ser melhorados. “Na região da baixada, ainda há muitos problemas, como lixo, alagamentos e mais casos de violência. As autoridades deviam ajudar mais essas áreas também”.
Bairro do agora e da memória
Para muitas pessoas, morar no Marco é motivo de alegria, orgulho e tranquilidade, ainda que o contato com o bairro seja recente. Segundo o internauta Alex Monteiro De Barros “moro no bairro do Marco, há um ano e não tenho que reclamar! Mas como qualquer bairro tem suas deficiências... Mas é um bairro bom mesmo”, comentou na fanpage do DOL.
Além disso, é possível notar o carinho e identificação com o bairro. “Meu bairro. Adoro morar no Marco!!! Perto de tudo, facilidade, comodidade... E super valorizado”, comentou a internauta Ettiana Arguelles.Para o feirante, Ivan de Souza, 50 anos, o Marco também é um ponto de chegada e permanência. Ivan é maranhense e chegou em Belém aos 15 anos para estudar. Com o tempo, fixou residência e construiu sua família no bairro. Hoje em dia ele não mora mais no Marco, mas no vizinho bairro do Souza, mas mantém na memória bons momentos no local, além de tirar seu sustento na principal feira da área, a da Bandeira Branca.
O Marco também está na memória de quem não consegue mais vê-lo, ainda que possa vivê-lo. Maria Luiza Damasceno, mais conhecida como “Dona Maria”, 72 anos, é um grande exemplo disto. Apesar de ter perdido a visão, ela ainda mantém, mais que o hábito de colaborar nos afazeres domésticos, o carinho e orgulho de morar no bairro.
A dona de casa é também um exemplo de vida e transmite o carinho pelo local à sua sobrinha-neta Ingrid Damasceno, 13 anos, que começa a construir seus trajetos pelo bairro. “Aqui tem muita coisa que eu gosto, é tranquilo, é bom morar aqui”, diz a jovem. Assim, com histórias, locais e momentos marcantes, o carinho e o apreço vão se fortalecendo e se renovando, mostrando que em Belém é possível viver bem e que o bairro não somente é um Marco na vida e na cidade, mas na história de quem o conhece e tem como seu lar.
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