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Riscos de quedas são maiores para idosos

A incidência de buracos e de pisos desnivelados em vias públicas ou construções residenciais sem o planejamento adequado para o público da terceira idade ocasionam riscos iminentes de quedas que podem se tornar graves, como fraturas, que requerem cirurgia

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A incidência de buracos e de pisos desnivelados em vias públicas ou construções residenciais sem o planejamento adequado para o público da terceira idade ocasionam riscos iminentes de quedas que podem se tornar graves, como fraturas, que requerem cirurgias delicadas e complexas.

Em Belém, é comum encontrar pessoas que relatem situações de quedas, sejam em casa ou na rua. O aposentado Antônio Martins Ferreira, de 81 anos, contou que sofreu uma queda quando desceu do ônibus em frente ao Palácio Antônio Lemos, sede da Prefeitura de Belém, devido umas pedras soltas no local. “Na época, fiquei só com alguns ferimentos leves. Mas depois disso passei a ser mais cauteloso: a andar mais devagar e olhar sempre por onde ando”, lembrou.

Quando a pessoa envelhece ocorrem muitas modificações fisiológicas, como a perda de força muscular, dificuldade de visão e problemas típicos dessa faixa etária. Quem tem osteoporose, deficiência de cálcio nos ossos, por exemplo, possui um risco muito maior de sofrer uma fratura complexa, segundo alerta o ortopedista José Guataçara, coordenador de Urgência e Emergência do Hospital Metropolitano de Belém.

Há 12 anos com osteoporose, a doméstica Doralice Matias Silva, 59 anos, conhece bem os problemas resultantes de uma queda. “Um dia estava na Rua dos Mundurucus e cai, ralei todo o joelho e passei dias com dor. Por sorte não foi grave. Já tenho muitas dores musculares e dificuldade em andar por causa da osteoporose, não aguentaria tamanha dor”, disse.

Guataçara explica que dentro de casa, o banheiro é o cômodo que requer um cuidado especial, pois, guarda um perigo maior que contribui para as fraturas em idosos. “80% das quedas em casa ocorrem dentro do banheiro, que não são preparados para receber um idoso. Geralmente, possuem tapetes e lajotas escorregadias, sem barras de segurança que apoiam o idoso enquanto se esfrega, por exemplo”, afirma

“Já aconteceu de eu cair enquanto andava ou até de bicicleta, na periferia e no centro de Belém. Ontem, inclusive, passei pela Rua Fernando Guilhon, no Jurunas, e tive que redobrar os cuidados com a rua que tem dois sentidos. Se a pessoa não prestar atenção, cai no meio da pista por causa dos desníveis ou é atingido por veículo na direção contrária”, contou Francisco Rodrigues, 59.

Conforme estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS), 424 mil pessoas morrem por ano em todo o mundo devido a quedas, sendo que 80% destas se localizam em países de baixa e média renda (OMS/2012). Entre a população com mais de 65 anos, de 40% a 60% sofrem algum tipo de lesão.

ORIENTAÇÕES PARA PREVENIR QUEDAS:

EM CASA

NA SALA
Preferir tapetes emborrachados e que não escorreguem.
Deixar espaço livre para caminhar.
Cuidado especial com os tropeços em animais domésticos.
Pedir ajuda para retirar do caminho fios ou extensões elétricas e objetos espalhados no chão.
Procurar sentar em sofás e cadeiras altas e firmes, e em poltronas com braço.
Evitar escadas sem corrimão ou com degraus estreitos.
Utilizar fitas antiderrapantes nos degraus para não escorregar.


NO QUARTO
Ajustar a altura da cama e, se preciso, trocar o colchão por um mais firme para que se evite dificuldade ao levantar ou deitar.
Manter o quarto iluminado, principalmente à noite, quando houver circulação pela casa.
Utilizar calçados de salto baixo e com solado que não escorregue.
Evitar armários muito altos que necessitem de bancos ou escadas para alcançar objetos.


NO BANHEIRO
Instalar barras de segurança nos banheiros e utilizar tapetes emborrachados e que não escorreguem.
Para se proteger de quedas, utilizar cadeira de plástico firme e resistente para tomar banho.


NA RUA
Prestar mais atenção quando estiver andando em lugares que não conhece ou mal iluminados.
Atravessar a rua somente na faixa de pedestre e prestar atenção ao sinal.
Atenção com o piso das calçadas.
Observar o meio-fio quando for subir ou descer as calçadas.

Fonte: Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad

(Diário do Pará)

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