Marinor usou da tribuna para, mais uma vez, tentar sensibilizar os vereadores sobre a necessidade da criação da comissão, reafirmando que este é um direito constitucional e está previsto no art. 33 da Lei Orgânica do Município de Belém. Segundo a parlamentar psolista, “além de ser um direito, é também um dever, de fiscalizar todo e qualquer assunto de conhecida relevância”, disse. “Ontem (terça) o prefeito Zenaldo foi para os meios de comunicação para dizer que vai fechar o lixão do Aurá, que tem uma licitação em curso e uma empresa que já anunciou, mesmo antes iniciar a licitação, que ganhará o contrato da destinação final do lixo”, denunciou.
“Tem esta situação da Sólida, e mais de 22 mil famílias no Aurá, Águas Lindas e imediações que não terão respostas da prefeitura, a não ser a que o prefeito anunciou que vai fechar o lixão. E como essas famílias garantirão o seu sustento?”, indagou. Segundo Marinor a atitude do prefeito é “anti-povo” e caberia até mesmo entrar com uma ação acusando o prefeito de incitação ao crime. “Quando você desemprega milhares de pessoas, quando você tira o sustento das famílias, você está deixando essas pessoas na vulnerabilidade social ainda maior do que já estão, porque já vivem em condições desumanas, precárias, mas conseguem pelo menos o sustento, o alimento diário para alimentar os filhos”, afirmou.
Por determinação do Ministério Público do Pará, o lixão do Aurá, em Ananindeua, onde é despejada a maior parte do lixo produzido na Região Metropolitana de Belém, deverá encerrar suas atividades no próximo dia 5 de julho. Para Marinor, isso é preocupante. “Há uma determinação do MPE exigindo o encerramento das atividades do lixão, mas não diz o que fazer com o direito das pessoas de sobreviver, de ter renda e emprego, não diz em que prazo o prefeito poderia fazer um investimento”.
(Diário do Pará)
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