Trabalhadores do lixão do aurá e representantes de movimentos populares interditaram uma pista da avenida Almirante Barroso, em Belém, por mais de uma hora, em frente a sede da Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan) em protesto pelo fechamento do lixão. A via foi liberada no início da tarde desta quinta-feira (18).
Uma comissão de catadores foi recebida por representantes da Sesan para conversar sobre as cobranças e, de acordo com a líder comunitária Lene Soares, além de serem contrários ao fechamento do local, há outras reivindicações a serem apresentadas e discutidas com a Prefeitura de Belém.
"Não temos saneamento na área. A escola Olga Benário, por exemplo, não possui a estrutura adequada para abrigar os alunos. Com o fechamento do lixão, muitos trabalhadores ficarão sem emprego, pois é de onde muitos tiram a renda para sustentar a sua família", disse Lene Soares.
A líder explicou ao DOL que eles já cobraram da Prefeitura o projeto para a escola e melhorias nas comunidades em que residem. "A Prefeitura diz que há um projeto pronto para a escola, mas não há dinheiro para a execução das obras. Até quando vamos ficar esperando esse dinheiro?. A maioria dos catadores moram no entorno do lixão e não têm saneamento e asfalto", afirmou.
Com a manifestação, o trânsito na Almirante Barroso e transversais segue bastante congestionado. Agentes da Superintendência de Mobilidade Urbana (Semob) já estão no local para orientar os motoristas.
O DOL fez contato com a Prefeitura de Belém e aguarda posicionamento.
(DOL)
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