Os fogos, rojões, bombinhas juninos fazem a alegria da criançada e de muitos adultos nesta época do ano. Mas, o que para uns é alegria, para outro é um grande problema. E esse é o caso dos animais de estimação, que costumam ficar bastante assustados com o forte barulho dos artefatos. Muitas pessoas não sabem, mas o barulho das bombinhas, além de estressar os cães, pode até chegar a matar os animais.
De acordo com a veterinária Isabel Nery, depois do olfato o sentido mais desenvolvido dos cães é a audição. “Nessa época de festas, os animais ficam muito estressados e podem até ficar agressivos por causa do barulho dos fogos. Eles podem ter tremor, taquicardia e em alguns casos, até ter uma parada cardíaca”, alerta a veterinária, que destaca que os cães ouvem até quatro vezes mais que os humanos.
Portanto, quem tem animal de estimação em casa, é fundamental tomar alguns cuidados para evitar o estresse, e até morte do animal. “Temos que tomar algumas medidas para evitar maior transtorno para nossos pets, entre eles estão usar protetor de ouvido que vende em Pet Shop, fazer uso de calmantes (tranquilizantes) com recomendação de um médico veterinário, distrair os animais com brinquedos ou brincadeiras, colocar os animais em locais que abafem o barulho das bombinhas, entre outros cuidados”, explica Isabel.A veterinária afirma ainda que não é recomendável deixar o animal preso na coleira, pois ele pode se agitar e até se enforcar caso se assuste com o barulho.
Animais que já morreram com barulho de bombinhas:
Para a estudante Laryssa Nobre a época junina é de grande estresse, depois que seu cachorro morreu, após ter um ataque cardíaco devido o barulho de bombinhas. “Eu amava a época de São João, até que meu cachorro morreu. Ele sempre ficava assustado com esses barulhos de fogos e bombinhas. Um dia a vizinha estava fazendo um aniversário e as crianças estavam soltando várias bombinhas seguidas. Aí ele ficou muito agitado e ficou desarcodado. Cheguei a levar ele para uma clínica veterinária, mas não conseguiram reanimar ele”, lamenta.
Ela conta como foi o comportamento do animal, antes dele morrer. “O bichinho ficou desesperado. Ele corria de um lado para o outro, ficava rodando, subia e descia do sofá. Eu tentei pegar ele no colo para acalmar, mas ele corria de mim. Quando vi ele caiu no chão e não levantou mais”, lembra, bastante triste, a estudante. O cachorro da raça pincher se chamava Tobias e tinha seis anos.
Hoje, a estudante tem outro cachorro e conta os cuidados que toma para que o animal não se assuste com os fogos. “Ele fica dentro do quarto direto, mesmo que a gente não esteja em casa, pois lá quase não escutamos barulho de bombinhas. Mas quando vejo que esmo assim ele se assusta, ligo para o veterinário receitar um calmante”, explica.
(Ana Paula Azevedo/DOL)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar