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Bettina Ferro está em más condições

O Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa) deverá apurar as denúncias de médicos do Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza, da Universidade Federal do Pará (HUBFS), sobre a desativação de importantes serviços especializados prestados a usuários do

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O Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa) deverá apurar as denúncias de médicos do Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza, da Universidade Federal do Pará (HUBFS), sobre a desativação de importantes serviços especializados prestados a usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), como ultrassonografia, endoscopia, mamografia e exames de raio x. O hospital ainda é referência no Estado para as especialidade de Odontologia e Otorrinolaringologia, mas falta material para procedimentos cirúrgicos, segundo a denúncia.

De acordo com João Gouveia, diretor do Sindmepa, a precarização da saúde no hospital universitário vem acontecendo há cerca de um mês e foi denunciado pelos próprios funcionários. Segundo a denúncia ao sindicato, o Ministério da Saúde não estaria repassando a verba para o hospital por conta da redução de custos do governo federal.

Por conta disso, serviços especializados estariam suspensos ou funcionando de forma reduzida. “São dois aparelhos de raio x e o hospital está apenas com um. As máquinas de mamografia e ultrassonografia e endoscopia estão paradas, porque o serviço foi suspenso. Inclusive há um aparelho chamado Workstation, que é um monitor de alta definição para fazer laudo radiológico, mas que não pode funcionar porque falta um ‘nobrake’”, disse João Gouveia.

Ainda segundo o diretor do sindicato, o HUBFS atende toda a área do bairro do Guamá, que corresponde a cerca de 30% da população de Belém, sendo um dos bairros mais populosos. O Bettina ainda é referência no Pará nas especialidades de grandes cirurgias da oftalmologia e procedimentos de alta tecnologia na otorrinolaringologia e por conta disso, recebe pacientes vindos de todo o Estado. Mas até na área considerada referência está passando por precarização.

“No momento a Radioterapia está paralisada. A quimio, praticamente está atendendo 20% da demanda e as cirurgias estão muito reduzidas. Quando você mantem uma oncologia, parte dos pacientes precisam das três ou duas dessas modalidades, então as três tem que funcionar juntamente”, afirmou. A partir das denúncias, o Sindmepa já está elaborando um ofício que deverá ser enviado a direção do hospital Bettina Ferro.

RESPOSTA DA UFPA

Em nota, a UFPA esclareceu que, no último dia 2 foi “concluída a transferência dos aparelhos de mamografia, colonoscopia e endoscopia digestiva do Bettina Ferro para o Barros Barreto e que um equipamento de ultrassonografia será transferido do Serviço de Meios Diagnósticos do HUBFS para o Serviço de Ortopedia, dentro do próprio hospital”. A nota disse ainda que outro aparelho de ultrassonografia será transferido de volta ao patrimônio do Instituto de Ciências da Saúde, da UFPA. A instituição explicou ainda que o equipamento de raio-x analógico apresentou problemas e aguarda conserto.

(Diário do Pará)

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