O estudo elaborado pelo IBGE traz a síntese de diversas pesquisas feitas ao longo dos últimos anos. Os dados mostram que houve melhora dos indicadores sociais.
Porém, mais de 38% da população brasileira ainda vive em moradias inadequadas. O Pará tem o segundo pior índice do Brasil, com apenas 21% de habitações consideradas adequadas à vida humana.
Fica atrás apenas do Amapá, com 19,7%. São Paulo é o Estado com mais moradias adequadas à vida, somando um total de 80,6%.
A pesquisa considera inadequados os domicílios em que pelo menos um dos seguintes pré-requisitos não eram atendidos: até dois moradores por dormitório, existência de rede geral de esgoto ou fossa séptica, coleta de lixo direta ou indireta e rede geral de água.
A maior deficiência, segundo o órgão, é o atendimento por rede de esgoto, que é o caso mais grave em todo o Estado do Pará.
Em todo o Brasil, a fatia de residências inadequadas vem diminuindo de forma contínua. Em 2011, por exemplo, os domicílios nessas condições eram 39,1%. No início dos anos 2000, esse número era de quase 50%.
“Os indicadores sociais estão melhorando, embora lentamente. Isso é natural. Os investimentos não são feitos de um ano para o outro. O resultado vem no longo prazo”, explica Denise Kronemberger, gerente de Estudos Ambientais do IBGE.
DIFERENÇAS REGIONAIS
O levantamento mostra grandes diferenças regionais, o que também ocorre com outros indicadores sociais. As regiões com a maior proporção de moradias inadequadas são Norte (71,8%), Nordeste (54%) e Centro-Oeste (50,3%).
Enquanto isso, os menores porcentuais são verificados no Sul (30,6%) e no Sudeste (23,9%). De acordo com o levantamento, entre os itens essenciais a ser tratados no desenvolvimento sustentável, destaca-se a habitação, necessidade básica do ser humano.
Um domicílio pode ser considerado satisfatório quando apresenta um padrão mínimo de acesso aos serviços de infraestrutura básica, além de espaço físico suficiente para seus moradores e características favoráveis no entorno.
A moradia adequada pode contribuir para a qualidade ambiental, quando o esgoto e o lixo são coletados e adequadamente dispostos, evitando a proliferação de vetores de doenças. Dessa forma, um domicílio adequado é uma das condições determinantes para a qualidade de vida da população.
(Diário do Pará)
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