Nos últimos 20 anos o número de internações por doenças relacionadas ao saneamento básico inadequado no Brasil caiu 42%, uma conquista comemorada pelos gestores de saúde pública no país. Para os paraenses, no entanto, essa conquista continua muito distante da realidade.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, ontem, o estudo Indicadores de Desenvolvimento Sustentável 2015. Os dados mostram que, em 2013, ocorreram 202,6 casos por 100 mil habitantes no Brasil, uma redução de 37,8% na comparação com 2000 (326,1 por 100 mil habitantes).
No Pará, esses casos superam a relação de 500 casos para cada grupo de 100 mil habitantes. Para efeito de comparação, na região Sudeste esse número chegou a 78,3, em 2013.
Em São Paulo foram 55,5 internações por 100 mil habitantes, o menor valor do país e que equivale a apenas 11% dos números do Pará. Também estão na faixa acima de 500, os estados do Maranhão e Piauí.
O indicador usado pelo IBGE representa as internações hospitalares decorrentes de doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado (DRSAI) e a população total residente nas grandes regiões e nas 27 unidades da Federação. O levantamento mostra a desigualdade entre as regiões do país.
As doenças de transmissão feco-oral (como diarreias, febre decorrente de problemas no intestino e hepatite A) correspondem a 80% do total de internações por doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado.
SAÚDE INFANTIL
As diarreias, diz o estudo, atingem principalmente as regiões menos desenvolvidas e se transformam num problema ainda maior, quando ocorrem em pessoas com saúde debilitada (pacientes com Aids, por exemplo) ou com desnutrição, sendo apontadas como uma das principais causas para a mortalidade infantil. Também fazem parte do quadro de doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado a febre amarela, leptospirose, micoses, entre outras.
O conceito de saneamento básico da Funasa (Fundação Nacional de Saúde) engloba abastecimento de água potável, a coleta, o tratamento e a disposição do esgoto e dos resíduos sólidos e gasosos; limpeza urbana, drenagem, controle de vetores (transmissores) de doenças, disciplina da ocupação e uso do solo, além de obras de estrutura para proteger e melhorar condições de vida.
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(Diário do Pará)
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