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Obrigatoriedade de cadeirinha preocupa categoria

Definida no último dia 17 de junho pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), a obrigatoriedade do uso de cadeirinhas para crianças de até sete anos e meio em transportes escolares causou certa preocupação nos profissionais que trabalham na área. Preve

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Definida no último dia 17 de junho pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), a obrigatoriedade do uso de cadeirinhas para crianças de até sete anos e meio em transportes escolares causou certa preocupação nos profissionais que trabalham na área. Prevendo aumento nos custos, os motoristas acreditam que a exigência vai deixar mais evidente a necessidade de adequação dos espaços de desembarque de estudantes na frente das escolas.

Presidente da Cooperativa de Transporte Escolar e Eventos do Pará (Cooptepa), Nelson do Amaral acredita que a utilização do equipamento demandará mais tempo no momento do embarque e desembarque das crianças, o que deixa ainda mais urgente a necessidade de espaços adequados para que esse tipo de transporte pare em frente às escolas. “O nosso trabalho tem que ser prático. Se a gente ficar muito tempo parado em frente ao colégio, isso vai atrapalhar ainda mais o trânsito e com o uso da cadeirinha com certeza vai demorar mais, tanto para embarcar as crianças, como para desembarcar”, estima. “O poder público também tem que dar condições para isso. Hoje nós não temos um espaço reservado nas proximidades dos colégios para o transporte escolar poder parar e descer com o passageiro”.

Estimando que, hoje, uma pessoa não gaste menos do que R$3 mil para conseguir regularizar um transporte escolar, Nelson também se preocupa com os custos que essa mudança deverá acarretar. “Vamos ter que acatar, não tem jeito, mas esse vai ser um custo a mais na planilha que não vai dar nenhum retorno”, acredita. “O custo operacional para legalizar o transporte escolar é muito alto e esse custo (provocado pela obrigatoriedade do uso de cadeirinhas) é mais um e que não vai ser viável para todo mundo”.

Ainda antes da obrigatoriedade especificada em resolução que deve ser publicada nos próximos dias, Nelson decidiu trabalhar apenas com crianças com faixa etária a partir de 10 anos, atitude que ele acredita que pode ser adotada por muitos condutores em decorrência dos custos que devem ser gerados pelo uso da cadeirinha. “Eu mesmo já trabalho apenas com alunos de 10 anos pra cima por conta dessa dificuldade. De acordo com as regras do Contran, para transportar crianças menores é preciso um acompanhante qualificado e, agora, vai ser necessário a cadeirinha também. Muita gente vai acabar tendo que se limitar em decorrência dessa exigência”, lembra, apontando falhas também com relação à fiscalização. “Também temos um problema de fiscalização. Tem muitos carros particulares que trabalham irregulares e que acabam tirando o espaço da gente que tem um custo alto para deixar tudo regularizado”.

EM NÚMEROS

191,54

É o valor, em reais, da multa prevista para quem descumprir a resolução, além de sete pontos na carteira de habilitação

(Diário do Pará)

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