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Tamanho do rombo ainda é um mistério

Medrado disse, também, que as investigações abrangem várias empresas, em contratos realizados em 2013 e 2014, mas não soube estimar o tamanho do possível rombo nos cofres públicos. A suspeita é que as compras foram realizadas sem licitação, pela secretari

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Medrado disse, também, que as investigações abrangem várias empresas, em contratos realizados em 2013 e 2014, mas não soube estimar o tamanho do possível rombo nos cofres públicos. A suspeita é que as compras foram realizadas sem licitação, pela secretaria, e que os processos licitatórios foram “montados” depois. Vale destacar que o deputado Milton Campos foi secretário de Saúde de Castanhal entre abril de 2013 e março do ano passado e que continuou vice-prefeito até o começo deste ano, quando renunciou ao cargo para assumir o mandato na Assembleia Legislativa.

Segundo Nelson Medrado, o deputado poderá ser processado por improbidade, e até criminalmente, caso seja comprovado o envolvimento dele em contratações irregulares da RCA. Ele não soube dizer, no entanto, se Alzira Sara Martins Campos, a outra sócia da RCA, também é parente de Milton. Mas o DIÁRIO descobriu que o sobrenome dela é idêntico ao de Pedro Rafael Martins Campos, que é pai do deputado. Uma mulher com nome igual ao de Alzira figura, aliás, como prestadora de serviços à campanha de Milton, em 2006, quando ele concorreu a deputado federal.

No site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) consta, ainda, que tanto a RCA quanto o sócio administrador dela, Rubens Carlos Martins Pereira, contribuíram financeiramente para a campanha do prefeito Paulo Titan, em 2012. A RCA doou R$ 20 mil; Rubens, R$ 3 mil. No ano passado, Rubens contribuiu com R$ 3 mil para a campanha de Milton Campos a deputado estadual. Já a RCA doou R$ 43 mil para a campanha de Paula Titan, filha do prefeito, a deputada federal. Foi a única doação da empresa a candidatos, em todo o Brasil.

O DIÁRIO também localizou no portal da Transparência e nos diários oficiais de Castanhal documentos relativos aos contratos da ESalles Construções, que pertence a Eduardo Salles, sobrinho do governador.No portal da Transparência, consta que foram empenhados em favor da empresa R$ 784.530,00, em 2013 e 2014. Mas não há indicação da modalidade licitatória que teria embasado essas contratações. Na coluna destinada à especificação do tipo de licitação realizada está escrito apenas “Outros/não se aplica”.

Na edição 281 do Diário Oficial do Município, o DIÁRIO encontrou um contrato de R$ 148.530,00 em favor da empresa, junto com a homologação e adjudicação do processo licitatório. O tipo de licitação foi o Convite, que é a mais simples e fácil de fraudar das modalidades de licitação. Outro contrato foi localizado na edição 290 do DOM. Ele tem o valor de R$ 175 mil e se destina à locação de veículos à Secretaria Municipal de Obras. Essa edição do DOM correspondeu ao período de 02 a 09 de setembro de 2014. Mas a vigência do contrato foi de fevereiro a maio daquele ano. O Edital de Credenciamento que o teria embasado leva o número 003/2013.

(Diário do Pará)

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