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Crimes constantes assustam população

A rotina de assaltos e assassinatos na Grande Belém e em várias cidades do interior tem alterado a rotina da população. Pelas ruas, os relatos são diversos, e o medo deixou de ser uma simples sensação. No bairro do Telégrafo, em Belém, os moradores dizem

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A rotina de assaltos e assassinatos na Grande Belém e em várias cidades do interior tem alterado a rotina da população. Pelas ruas, os relatos são diversos, e o medo deixou de ser uma simples sensação. No bairro do Telégrafo, em Belém, os moradores dizem que é praticamente impossível andar tranquilamente pelas ruas. O assassinato do auditor fiscal Flávio Cardoso Jr., de 55 anos, na noite da última sexta-feira, 19, após resistir a uma tentativa de assalto chamou a atenção mais uma vez para a realidade nada fácil ou tranquila de quem mora ou trabalha na Av. Pedro Álvares Cabral, em Belém, na altura da Ponte do Galo. Lidar com o risco de ser assaltado é praticamente uma constante por ali, e raro é encontrar quem já não tenha sido vítima desse tipo de violência.

“Queria ligar para o [Centro Integrado de Operações] Ciop para saber se essa câmera deles aqui funciona mesmo, porque não é possível. Basta ficar um tempinho por aqui para flagrar um assalto, os caras não estão nem aí, roubam mesmo. Na parada de ônibus passando a ponte então, nem se fala, ladrão brinca de ‘pira’”, afirma o comerciante Benedito Miranda. Há sete meses ele montou uma loja no bairro e afirma já ter perdido a conta de quantos assaltos já presenciou. “Nos altos da minha loja o dono do imóvel aluga como residência, e houve uma época em que estava desalugado e eu tinha que vir dormir aqui todos os dias, se não, arrombavam a loja, como chegou a ocorrer uma vez”, relata.

Para ele, falta reforço policial no local para inibir a ação dos bandidos. “Semana passada mesmo mataram um praticamente aqui do lado da minha loja. Nos meses em que dormi aqui, quando não estava alugado no alto, era só ir à janela e aguardar, toda hora assaltavam um. Acho que falta uma ação policial mais efetiva, mais presente aqui porque, olha, está horrível. A gente trabalha tenso, a gente sabe identificar quem é ladrão, quem não é, sabe quando eles começam a circular...”, relata o comerciante.

SEM POLICIAMENTO

Ainda no mesmo entorno, Vera Silva, dona de um pequeno restaurante, admite que vive sob o medo constante. “Não dá para ficar com medo o tempo todo, precisa viver, precisa trabalhar. Eu abro 6h da manhã e 17h estou fechando, não tem a menor condição de ficar aberto mais do que isso porque fica ainda mais perigoso. Pode reparar na demora para passar uma viatura da polícia por aqui, faltava ter polícia mais presente aqui, porque está demais”, apela a senhora.

Em nota, a Assessoria de Comunicação da Polícia Militar informou que as áreas do Barreiro e Sacramenta vêm sendo constantemente avaliada pela PMPA no tocante à segurança, e que tem intensificado o policiamento e o número de operações na região, realizando barreiras policiais, aumentando sobremaneira as abordagens a pessoas, veículos e mesmo a coletivos, motocicletas e até bicicletas, alternando os horários das ações e contando com outros órgãos do Sistema de Segurança Estadual e órgãos parceiros da Prefeitura e outros parceiros.

(Diário do Pará)

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