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"Não sou celebridade, mas fui vítima'

Você já parou para pensar nos riscos que a exposição nas redes sociais pode trazer a sua vida? Acredita que seria vítima de golpe, pegadinha, boato ou coisa parecida, a partir de sua conta no Facebook, Instagram, WhatsApp, demais aplicativos? "Não"!? Ess

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Você já parou para pensar nos riscos que a exposição nas redes sociais pode trazer a sua vida? Acredita que seria vítima de golpe, pegadinha, boato ou coisa parecida, a partir de sua conta no Facebook, Instagram, WhatsApp, demais aplicativos?

"Não"!? Essa foi a sua resposta?
Essa era a resposta da promotora de vendas Jéssica Malvão... Mas há dois dias, não é mais! Após o último final de semana, Jéssica teve que rever tudo o que pensava sobre as redes sociais:
Moradora do bairro do Marco em Belém, ela é "só" mais uma entre os 45 milhões de usuários de WhatsApp no país, e entre os 90 milhões de usuários do Facebook no Brasil. "Sou uma pessoa comum, não sou uma figura pública, não tenho dinheiro, fama, nunca imaginei que pudesse ser vítima de qualquer situação dessas na Internet", contou à reportagem.
Quando ligou o celular, neste domingo (21) - após dois dias do aparelho desligado, Jéssica se espantou com a quantidade de mensagens no Whatsapp, e ligações perdidas.
Ligações de amigos, familiares, conhecidos, de parentes distantes, estavam no registro. Jéssica não sabia nem por onde começar a explicar que tudo não passava de um engano, de um boato, de uma grande mentira. E o pior, nem ela imaginava por onde tudo começou. "A foto estava no meu perfil no Whatsapp, ou seja, alguem que tem meu celular foi que usou", acredita. Como Jéssica, participa de, pelo menos, sete grupos no WhatsApp, fica mais difícil saber o culpado dessa história.
Culpado? Culpados? Jéssica no momento está mais preocupada com a integridade de sua família e de minimizar a situação, o estresse gerado por tudo. Quando conversou com a reportagem - na noite deste domingo (21) ainda estava atordoada com todo o alvoroço que fizeram com a sua vida. "Nunca imaginei que pudesse ser vítima de uma situação como essa. Posto fotos do meu filho, mas qual mãe não faz hoje em dia?", desabafa.
Jéssica conta que já viu várias pessoas divulgando casos assim, de sequestros, mas com ocorrências verdadeiras. "Já ajudei inclusive a repassar uma corrente de busca por uma criança desaparecida, que foi levada por uma amiga da mãe. E conseguiram achá-la graças a divulgação", relata.
Imagem da Jéssica e sua família que foi usada associada a um grande boato. Arquivo pessoal
"Todos somos potenciais vítimas. Porque fui escolhida, não sei. Mas sempre é uma maldade, um ato de má fé. Devemos tomar cuidado, muito cuidado. Quem começa uma história assim?".
A Jéssica abriu o coração para reportagem e compartilhou sua aflição após ser vítima de um boato virtual. Conte você também a sua experiência. redacao@diarioonline.com.br
(Bernadeth Lameira)
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