A preocupação da família de Adelino Fernandes Costa, de 52 anos, iniciou quando o aposentado sofreu uma queda dentro da própria casa e apresentou hematomas na perna direita e sinais de trombose, segundo orientação de um médico, amigo de Lorena Fernandes Costa, irmã de Adelino, que é técnica de enfermagem.
Depois de percorrer dezenas de locais em busca de atendimento médico para o irmão, Lorena contou que só conseguiu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no Icuí-Guajará, em Ananindeua. “Ele que possui histórico de diabetes, hipertensão e cardiopatia, foi recusado em diversos hospitais, inclusive em instituições de referência”, apontou. “Assim que o médico nos orientou a ir até a UPA para verificar a gravidade da situação, liguei para o SAMU e chegamos lá, onde a médica nos atendeu muito bem, mas não tinha suporte para internação e tratamento para a doença. partimos, então para o Pronto-Socorro do Guamá, onde também fomos bem atendidos, mas não tinha maca para descer meu irmão da ambulância”, relatou.
De lá, a irmã lembra, o médico o encaminhou para o Hospital Santa Clara, mas o local não tinha suporte também. “Voltamos para o Guamá e conseguimos encaminhamento para o Hospital de Clínicas, mas como o problema que meu irmão apresentou no momento não era ligado ao coração, foi mandado embora”, detalhou Lorena Costa.
Após todas as negativas, a família de Adelino foi obrigada a pagar por um consulta no Hospital de Clínicas (HC) em Ananindeua, porque apesar de ter convênio com o SUS, segundo relatos de Lorena, há um limite de atendimentos públicos. No HC, o médico cardiovascular fez um laudo que mostrava a necessidade de fazer exames específicos, pois, os membros inferiores do paciente estão sem movimento. “Ele pediu que fizesse uma angiografia e uma revascularização, exames que são feitos no Beneficente Portuguesa”, descreveu. O paciente voltou para a UPA do Icuí, onde ele está internado há 15 dias.
Com o laudo médico em mãos, Lorena Costa acionou o Ministério Público do Estado para agilizar a liberação do leito para o paciente. Adelino Costa que sofreu de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) há mais de um ano, não anda, não fala e está em estado cada vez mais critico, segundo a irmã. “Agora não sei como proceder porque eu e minha família não temos como arcar com as despesas de um tratamento particular, se fosse o caso”, lamentou Lorena Costa.
O DIÁRIO entrou em contato com a Secretaria de Saúde de Ananindeua (Sesau), mas até o fechamento da edição, não obteve resposta.
(Diário do Pará)
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