Cansados de não obter respostas da construtora e incorporadora PDG, clientes que adquiriram uma unidade no empreendimento Ville Ametista, no bairro da Guanabara, em Ananindeua, denunciaram ao DIÁRIO os problemas para conseguir morar no tão sonhado apartamento. Além do atraso na entrega da obra, que já chega há 18 meses, a empresa ainda estaria se recusando a apresentar o projeto do condomínio, por conter diversas modificações que podem pôr a saúde dos condôminos em risco.
De acordo com Gilvan Santos, síndico ainda não morador do Ville Ametista e representante dos demais clientes, o prazo final de entrega deveria acontecer em dezembro de 2013. Por conta da demora, um grupo de clientes se reuniu para cobrar respostas da PDG. A ação iniciou após eles verem que uma mangueira na garagem, que deveria ser retirada para evitar danos materiais, continuou de pé. Em fevereiro, os futuros moradores solicitaram o projeto do condomínio, que foi negado pela empreendedora sob a alegação que o documento somente seria entregue após a eleição do síndico.
Já com síndico eleito, formou-se a comissão para vistoriar a parte comum do empreendimento no dia 8 de junho e mesmo assim, segundo Gilvan, o engenheiro da obra alegou que o projeto não estava disponível. “Não se faz vistoria sem o projeto. A comissão se recusou, mas mesmo assim, nós demos uma olhada no prédio e apontamos diversos problemas, que gerou um relatório”, disse.
A comissão verificou que a sala do gerador de energia foi trocado de lugar, como constava no projeto inicial. “Além do barulho para os moradores desse bloco, o gerador funciona a diesel, que produz fumaça e vai subir para os apartamentos. Mas a PDG disse que não tem como mudar de lugar”, falou Gilvan. A empresa teria informado ainda que dos quatro elevadores (são dois para cada uma das duas torres), somente um estava funcionando. “Como um prédio novo, com quatro elevadores somente tem um funcionando?”, indagou.
O relatório aponta quase 50 problemas, entre eles na entrada do residencial. Segundo Gilvan, na apresentação feita aos clientes, o pórtico deveria ser todo em pastilhas de lajota, sendo que parte foi apenas pintada da mesma cor. A churrasqueira foi construída de tijolo comum, que pode rachar e causar acidentes por conta do fogo e algumas pastilhas das sacadas estão com infiltração e caindo.
Taxa continua sendo paga mesmo com adiamentos.
(Diário do Pará)
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