Servidores que atuam nas Unidades de Pronto Atendimento 24h (UPA) do conjunto Cidade Nova 2 e do Icuí, em Ananindeua, participaram na manhã de ontem de uma reunião para debater sobre uma possível terceirização dos serviços oferecidos nos locais. Os trabalhadores temem que a administração das unidades seja transferida para uma empresa de iniciativa privada, ameaçando à permanência dos funcionários em seus postos de trabalho.
De acordo com um dos servidores concursados presentes na reunião, o técnico de enfermagem Carlos Aviz, a categoria deliberou sobre a questão junto com representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde Pública do Estado do Pará (Sintesp-PA). Na ocasião, ficou decidido que os trabalhadores irão solicitar, ainda nesta semana, informações oficiais à administração municipal para esclarecer a situação.
“Conversamos com o sindicato e vamos solicitar informações ao Conselho Municipal de Saúde. Os indícios dão conta de que todos os serviços serão terceirizados. A partir do que for confirmado, vamos entrar com uma ação na Justiça para impedir que isso aconteça, porque, com base na lei federal, não é permitido a terceirização de um órgão que recebe repasse de verbas federais para ser mantido”, explicou o servidor.
Por meio de nota, a Prefeitura de Ananindeua, através da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), informou que “está fazendo um levantamento técnico para aprimorar o atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento 24h, porém garante que nenhum funcionário perderá seu emprego por conta disso, ao contrário, é possível que o resultado desse estudo aponte a necessidade de mais pessoal para melhorar a qualidade dos serviços. A Sesau esclarece ainda que todas as benfeitorias na área da saúde estão sendo feitas a fim de melhor atender a população que necessita de um serviço de saúde de qualidade”.
(Diário do Pará)
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