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Prédio do PSM da 14 precisa de reforma geral

O Corpo de Bombeiros condenou a sala do Centro Cirúrgico do Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti (PSM 14 de março), de acordo com a perícia realizada durante toda a manhã de ontem (26). Fiações expostas e papéis acumulados e um possível curto-circuito n

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O Corpo de Bombeiros condenou a sala do Centro Cirúrgico do Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti (PSM 14 de março), de acordo com a perícia realizada durante toda a manhã de ontem (26). Fiações expostas e papéis acumulados e um possível curto-circuito no ar-condicionado da sala teriam causado o incêndio no bloco localizado no segundo andar do hospital.

O dia seguinte à tragédia foi de vistorias no Centro Cirúrgico e demais espaços do prédio. Também estiveram presentes vereadores da bancada de oposição ao prefeito Zenaldo Coutinho e representantes do Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa).“A reforma do Centro cirúrgico já havia iniciado e o incêndio ocorreu na outra parte que ainda ia ser reformada. Nós estamos sempre advogando, esse prédio é muito antigo que não se presta mais para reformas setoriais, ele teria que sofrer uma reforma completa ou até a reconstrução de um prédio novo para atender com qualidade e segurança a demanda”, disse o médico e diretor do Sindmepa, Wilson Machado. Ainda de acordo com ele, 16 pacientes continuam internados no Centro de Terapia Intensiva (CTI), por ser uma ala que não sofreu danos.

Apesar de diversos documentos relatando a precariedade do hospital pelo sindicato, vereadores e Ministério Público Federal, novamente os parlamentares deverão responsabilizar Zenaldo Coutinho. “Queremos daqui para frente ver se o prefeito imediatamente constrói ou compra um novo Pronto-Socorro para que este aqui seja demolido. Inclusive o prédio tem resquícios de outros incêndios que aconteceram anos atrás, nós observamos isso. Vamos estudar com a nossa assessoria jurídica uma comissão de vereadores para ver se é responsabilidade civil ou criminal, porque falta de aviso não foi”, declarou a vereadora Sandra Batista (PC do B).“Tardou a acontecer essa tragédia que já era anunciada, porque o estado de abandono é muito grande. Vimos muitas infiltrações, fios expostos perto de papéis, risco de curto-circuito, uma sala grande abandona com prontuários antigos e fio elétrico exposto. Avalio que este hospital já deveria ter sido fechado, o prefeito foi omisso e deve ser responsabilizado pelo que aconteceu aqui”, avaliou Francisco Almeida (Dr. Chiquinho), do Psol.

Já a vereadora Ivanise Gasperin (PT) classificou o episódio como “uma falta de respeito com a população”. E disse ainda que, em relação à compra do hospital Porto Dias, a pedido do prefeito, a Câmara Municipal de Belém (CMB) votou pela compra no ano passado. “Entrei em contato com o Ministério da Saúde e eles informaram que é ilegal repassar verba para o governo municipal para a compra de hospital. E a solução encontrada foi de que o governo fizesse um empréstimo do BNDES, mas isso não foi feito até agora. Em 2013, em audiência com o prefeito, solicitei a apresentação de metas para a saúde e até hoje não recebemos”, frisa.

Falta de informações aumenta aflição de parentes

Por volta das 8h30, Francisca Barros e a filha, Renata Sousa, aguardavam na recepção do PSM para ter informações sobre o marido e pai, de 65 anos, internado desde o domingo na CTI, por conta de um AVC hemorrágico. A família mora em São Caetano de Odivelas e de lá, o paciente foi transferido para o PSM. Esposa e filha aguardavam por mais informações sobre o estado de saúde dele, apesar de o incêndio e fumaça não terem comprometido o centro de terapia intensiva. “Estamos aguardando para saber se ele vai ser transferido, mas só dizem que as pessoas aqui estão em reunião e não tem como dar informações. Vamos ficar aqui até alguém vir falar com a gente”, disse ela que aguardou até, aproximadamente, 10h30. “Estamos voltando para onde estamos hospedadas, deram um número de telefone para saber se a tarde vai ter visita. Desde ontem a noite que a gente não viu mais ele”, continuou Francisca.

Daniele Cristina estava no trabalho quando recebeu uma ligação de parentes contando o que estava acontecendo. Ela estava com a avó de 85 anos internada no PSM da 14 há cinco dias em observação e foi transferida na tarde de quinta-feira (25) para a Santa Casa de Misericórdia. “Na hora da correria nós não sabíamos para onde tinham levado minha vó, ficou aquele desespero e depois nos informaram que ela tinha vindo para a Santa Casa. Ela estava no 1º andar, em observação, e na hora da correria ela teve falta de ar e colocaram o balão de oxigênio nela. Agora ela já está bem, continua em observação e está em uma sala sendo bem atendida”, disse.

(Diário do Pará)

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