O novo sistema praticamente exclui qualquer possibilidade de fraude na identificação dos eleitores que hoje é feita pelos mesários. Com a biometria, esse reconhecimento será feito pelas impressões digitais o que vai evitar o risco de um eleitor votar pelo outro.
Brito afirma que não haverá também chance de cadastro duplicado. Quem tentar se cadastrar mais de uma vez será pego na triagem feita pelo sistema e poderá responder judicialmente por fraude eleitoral.
Nas eleições do ano passado, foram identificados, em todo País, 600 mil eleitores que tentaram tirar o novo título em mais de um cartório eleitoral.
“Nosso sistema de votação e apuração já era digital, mas a identificação ainda era feita de forma analógica. Com a biometria, as eleição brasileiras que já são reconhecidas no mundo inteiro ficarão ainda mais seguras”, afirma Brito.
CADASTRO
Para fazer o cadastro, os eleitores devem comparecer ao cartório eleitoral com originais de um documento oficial com foto e comprovante de residência. Não precisa levar cópias, nem fotos.
No cartório, o eleitor terá coletadas as digitais e a assinatura. Também fará a foto oficial que segue o mesmo padrão já usado na emissão de passaportes. O atendimento dura cerca de 15 minutos e o novo título será emitido na hora.
As novas listas de votação também passará a conter a foto do eleitor para garantir ainda mais segurança na identificação feita no momento da votação.
O cadastro feito para obter o título poderá ser usado, no futuro, para emissão da nova identidade, um projeto do governo federal que prevê a emissão de um documento único reunido dados como o Cadastro de Pessoa Física. Hoje, a emissão de identidade é feita pelos Estado e não há comunicação entre os sistemas, o que facilita fraudes.
(Diário do Pará)
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