Dispondo do serviço de monitoramento com câmeras há aproximadamente um ano, a empresária Rosilene Santos sentiu a necessidade de contratar recentemente mais um recurso de segurança privada em sua residência.
Protegida agora também por uma cerca elétrica, além das câmeras e do sistema de alarme, ela não tem dúvidas que o dinheiro gasto com o serviço foi um investimento necessário. “Sem dúvida vale a pena. Hoje a nossa segurança só vem praticamente de Deus”.
Já preocupada em monitorar o que acontece em sua casa quando ela não está, Rosilene Santos optou por reforçar a segurança depois que percebeu que homens invadiram a área externa da residência e roubaram alguns pertences.
“A questão da cerca elétrica colocamos porque há duas semanas pularam o muro da minha casa e roubaram algumas coisas que só vim dar falta outro dia de manhã”, recorda.
“Quando eu dei por falta fui buscar as imagens de segurança e os homens aparecem levando as coisas. Então eu tive optar por contratar um vigilante ou colocar a cerca elétrica e preferi a segunda opção”.
Habituada com os serviços de segurança eletrônicos, Rosilene hoje tem a possibilidade de saber o que acontece tanto em casa, quanto na empresa de qualquer lugar do Brasil pelo próprio celular. Além da residência, a empresária dispõe de câmeras, alarmes e sensores de movimento também na loja de material de construção que possui.
“A insegurança está muito grande e em todas as áreas. Em Icoaraci a situação está bastante complicada mesmo”, aponta, referindo-se ao distrito de moradia. “O mais caro é conseguir implantar os serviços porque depois os custos com a manutenção não são muito altos. Sem dúvida para mim foi de grande utilidade”.
PROCURA AUMENTOU
Entendidos não apenas por Rosilene, como por cada vez mais pessoas como uma necessidade, a procura por serviços de segurança privada vêm aumentando na Região Metropolitana de Belém (RMB), de acordo com o cenário observado por algumas empresas especializadas que atuam no Pará.
Mesmo que nem todos os contatos tenham resultado no fechamento de contratos, o gerente regional de uma empresa se segurança eletrônica nacional que atua no Estado, Marco Antônio Vieira, estima que a procura pelos serviços oferecidos tenha aumentado em mais de 100% em 2015 com relação ao ano anterior.
Diferente do observado anos atrás, hoje a maioria dos clientes atendidos pela empresa em que ele atua é de pessoas físicas que buscam proteger as próprias residências.
“A procura tem aumentado no mesmo patamar que a violência vem crescendo”, afirma. “Em Belém nós temos hoje cerca de dois mil clientes e acredito que 60% deles sejam pessoas físicas e 40% pessoas jurídicas, empresas. A maioria dos clientes é realmente de pessoas que querem proteger suas residências, seus patrimônios”.
Dentre os serviços de segurança eletrônica oferecidos, Vieira destaca que a instalação de câmeras, cercas elétricas e alarmes ainda são os mais procurados, até por serem também os mais conhecidos pela população. Variando de acordo com a quantidade de equipamentos, a forma de aquisição e o monitoramento desejado, o gerente informa que há casos em que os custos com a vigilância não passam de R$70 mensais.
“Se a pessoa quiser comprar os equipamentos e depois ficar pagando apenas o monitoramento, há pacotes por R$70. Já se a pessoa quiser alugar os equipamentos, o custo mensal pode ser de R$150 sem nenhum outro investimento inicial”, explica, referindo-se aos pacotes mais simplificados.
Segundo ele, o pacotes mais completos com 16 câmeras, sistema de alarme e cerca elétrica tem um custo de cerca de R$1.000 mensais. Esses pacotes maiores são muito usados por condomínios, por exemplo.
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(Diário do Pará)
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