O incidente trágico ocorrido na última quinta-feira no Hospital de Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti (HPSM), da 14 de Março, atingido por um incêndio que culminou com a transferência de pacientes para outros hospitais e pelo menos uma morte confirmada, continua ocasionando prejuízos à população, principalmente para quem busca atendimento no Pronto-Socorro Municipal do Guamá Humberto Maradei e na Santa Casa de Misericórdia.
Com muitos atendimentos redirecionados para o hospital, a grande demanda de pacientes tem gerado reclamações no PSM do Guamá. E, de acordo com a dona de casa Maria Eleonora dos Santos, 59, a quantidade de médicos é insuficiente para atender a todos os pacientes.
“Estávamos tentando a internação da minha mãe aqui desde ontem. Mas eles diziam que não tinha leito porque aqui tem muita gente que veio do PSM da 14. Agora que conseguimos internar ela porque veio um médico que a atendeu e suspeitou que ela tenha tido um AVC e disse que o caso era de internação. Desde a hora que chegamos aqui ontem (anteontem) ela ficou esperando sentada numa cadeira de rodas, depois eu falei pra colocarem em uma cama. Aí depois arrumaram uma poltrona pra ela, colocaram no oxigênio e está tomando insulina direto”, disse Maria.
Mãe de Maria Eleonora, a idosa Maria Cândido dos Santos, 81, foi encaminhada para o PSM depois de passar por dois hospitais. “Aqui só vi três médicos e muita gente pra ser atendida. Tem pessoas esperando até deitadas no chão. Não é para o hospital ficar mal falado. Mas é a verdade. A minha preocupação é que minha mãe tenha uma dificuldade maior por não ter sido atendida logo que chegou”, explicou Eleonora.
Na manhã de ontem, a movimentação na Santa Casa de Misericórdia, no bairro do Umarizal, era aparentemente tranquila. Porém, a dona de casa Heloneide Monteiro, 38, que saiu do município de Marituba para internar a filha, Hawana Vitória, 12, que estava com uma cirurgia marcada para hoje, foi informada no hospital de que a cirurgia deve ser remarcada, pois há muitos pacientes transferidos e em situação mais urgente esperando por cirurgia.
“Informaram que não há leito para internação. Vamos retornar amanhã (hoje) para falar com o médico e remarcar a cirurgia. Ela tem o problema de bexiga neurogênica desde que nasceu, mas como não é de urgência e o hospital está atendendo muita gente que veio do PSM da 14, vamos ter que remarcar. A gente só fica meio chateada por não terem avisado, mas a gente entende porque tem pessoas que estão bem mais grave”, avalia.
A reportagem do DIÁRIO solicitou nota à Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) para prestar esclarecimentos a respeito da quantidade de médicos que estão fazendo o atendimento dos pacientes no PSM do Guamá. Até o fechamento da edição não houve retorno.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar