Na última quarta-feira (24), as aulas foram suspensas na Escola Estadual Padre José Delgares, no município de Barcarena, no nordeste paraense, após incêndio de pequena proporção, mas que destruiu a fiação elétrica do prédio.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Pará (Sintepp), uma reforma na escola iniciou há cerca de cinco anos, mas nunca foi concluída: as salas não foram climatizadas nem a rede elétrica substituída, serviços que constavam no projeto. Devido esta situação, as aulas já foram paralisadas inúmeras vezes por conta disto.
Ainda de acordo com o Sintepp, em 2014, a instituição já teria pedido providências devido a alguns problemas, que resultaram apenas em revisões emergenciais. Sem a devida assistência, parte da fiação pegou fogo. Um estudante conseguiu conter as chamas com um extintor.
Veja o vídeo:
O prazo para conclusão da climatização dos blocos pedagógicos e administrativos, conforme a placa na frente da escola, é de 120 dias.
As aulas continuam suspensas, pois a Celpa esteve no local, fez uma ligação direta, mas não procedeu a instalação de transformador - o que segundo a empresa resolveria o problema.
“O fogo começou do lado de fora. E todos começaram a gritar diante do fogo no muro da escola. Por sorte, os alunos estavam em sala e não havia ninguém próximo. Só que tivemos novamente que suspender as aulas por conta da falta de energia”, relatou a professora Adima Monteiro.
Outra denúncia feita pelo Sintepp seria a insuficiência de funcionários na escola: estariam faltando serventes e professores de algumas disciplinas.
Segundo o sindicato, a escola tem cerca de 1.000 alunos e é a única na Vila do Conde que oferece o ensino médio. O município de Barcarena possui 10 escolas estaduais, sendo que três estão sobre risco de desabamento e sem condições de funcionamento e outras duas estão em reforma, com os prazos de obra vencidos e sem previsão de conclusão.
PROVIDÊNCIAS
Em nota, a Secretaria de Educação do Pará (Seduc) informou que já iniciou a obra de adequação da climatização da escola - cujo valor é de R$ 146.499,00.
A Seduc informou, inclusive, que "o projeto de viabilidade técnica foi entregue à Celpa e espera autorização para a instalação de uma substação para atender a demanda de carga elétrica da escola".
(DOL com informações do Sintepp)
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