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Prefeito será convocado para se justificar

Com enfermarias abarrotadas e sem o mínimo de conforto para acomodar pacientes e funcionários, os corredores do Hospital de Pronto-Socorro Municipal do Guamá Humberto Maradei (HPSM) foram transformados em enfermarias improvisadas para tentar suportar o in

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Com enfermarias abarrotadas e sem o mínimo de conforto para acomodar pacientes e funcionários, os corredores do Hospital de Pronto-Socorro Municipal do Guamá Humberto Maradei (HPSM) foram transformados em enfermarias improvisadas para tentar suportar o incontável número de pessoas que buscam atendimento no local. A demanda sofreu um aumento significativo após a tragédia ocorrida no HPSM Mário Pinotti, na 14 de Março. A situação caótica foi constatada pela comissão de vereadores, formada pela vereadora Sandra Batista (PCdoB), Fernando Carneiro (Psol) e Dr. Chiquinho (Psol), em visita ao pronto-socorro na tarde de ontem.

De acordo com a vereadora Sandra Batista (PCdoB), integrante da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Belém (CMB), na gestão municipal passada, diversas unidades de saúde do município foram fechadas como a do Tapanã, Marambaia, Terra-firme e Guamá. Com isso, os dois prontos-socorros ficaram ainda mais sobrecarregados. A vereadora disse ainda que os PSMs da capital recebem pacientes oriundos de municípios vizinhos, como Ananindeua, devido “a falta de estrutura das UPAs”.

“É uma situação desesperadora. Se já não tinha condições de suportar a demanda normal, imagine com o fechamento do pronto-socorro da 14. Se um fecha, você já pode imaginar a demanda que fica no outro”, afirma. A vereadora informou ainda que já foi dado entrada em um requerimento convocando o prefeito Zenaldo Coutinho a participar de uma audiência na Câmara para informar o que será feito para amenizar o caos na saúde municipal.

Os vereadores entrariam em recesso nesta terça-feira. Mas diante da situação, a bancada de oposição resolveu realizar uma votação, que deve ocorrer hoje, para adiar início do período de recesso para o dia 15 de julho. “Os pacientes de pós-operatório estão pelos corredores ou em enfermarias sem ar-condicionado, totalmente inadequadas. Os técnicos de enfermagem têm que jogar o colchonete no chão para poder descansar, principalmente no período noturno”, disse a vereadora Sandra Batista.

O vereador Fernando Carneiro (Psol) classificou o que viu no hospital como um “cenário de guerra”. Durante a vistoria, a comissão verificou que a parte elétrica do hospital pode estar comprometida. E, segundo os próprios funcionários, mais de 90% da capacidade do pronto-socorro está sobrecarregada somente com os atendimentos dos pacientes que vieram do PSM da 14 de Março e com aqueles que deveriam buscar atendimento lá. “Faltam lençóis para os pacientes. Tem dois elevadores, só um está funcionando. O raios x funciona dia sim dia não, não tem tomógrafo, a diálise não está sendo feita, os equipamentos estão encaixotados. Além desses problemas, estamos verificando também a parte elétrica. A gente quer que a prefeitura se explique e que possa dar uma saúde de qualidade à população”, avalia. A todo momento chegavam ambulâncias vindas até de municípios do interior do estado e muitos daqueles pacientes eram orientados a procurar outros hospitais como, por exemplo, a Santa de Misericórdia.

Atendimento para jovem é recusado.

Zenaldo diz que não há prazo para reformas.

(Diário do Pará)

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