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Zenaldo diz que não há prazo para reformas

Quem tiver uma emergência médica e bater à porta do Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti não será atendido. O prefeito Zenaldo Coutinho (PSDB) anunciou ontem de manhã, na sede da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), em coletiva de imprensa, que o hosp

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Quem tiver uma emergência médica e bater à porta do Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti não será atendido. O prefeito Zenaldo Coutinho (PSDB) anunciou ontem de manhã, na sede da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), em coletiva de imprensa, que o hospital fechou as portas para pacientes externos por período indeterminado para a realização de “complementação das reformas” do complexo. Sem falar em datas ou prazos para que os trabalhos comecem ou terminem, ele divulgou a criação de uma rede de substituição ao PSM da 14, que conta com apoio do Ministério da Saúde (MS) e do Governo do Estado, para dar conta das demandas durante o período, com um canal via telefone para esclarecimento de dúvidas: (91) 98474-7174.

Na quinta-feira, 25 de junho, um incêndio danificou todo um andar do prédio, causando o desespero dos internados, sendo que alguns precisaram ser retirados pelas janelas. Duas mortes se seguiram ao incidente, mas a Sesma negou que os óbitos tivessem relação com o fogo. Questionado sobre prazos para que essa situação, teoricamente temporária, tenha fim, Zenaldo não deu qualquer previsão. “Prazo é o mais rápido possível, não posso ser leviano, estou esperando o projeto para que se faça o que for adequado para deixar o PSM da 14 em condição absolutamente correta”, respondeu. Simultaneamente à entrevista, uma equipe de arquitetos, engenheiros e técnicos estariam fazendo vistorias no hospital para fechar um “programa de necessidades dessa complementação de reformas”, segundo o tucano, que incluiria a construção de um novo pavilhão.

Ainda de acordo com Zenaldo, o PSM da 14 mantém abertos 78 leitos, mas somente para quem for referenciado pelo PSM Humberto Maradei, do Guamá. “A gente deixa de ter a porta aberta pelo fechamento dos centros cirúrgicos, mas serviços de tomografia continuam havendo, o equipamento é novo e realiza uma média de mil procedimentos ao mês, assim como os equipamentos de raio x e ultrassonografia”, explicou. Ele informou ainda que a Central de Material e Esterilização de toda a rede passa a ser mais concentrada na 14 de Março e que os dez leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para adultos continuam recebendo pacientes para tratamento de hemodialise e osmose.

“Aproveitamos o momento para integrar todas as ações e definir estratégias da rede”, justificou Zenaldo. “Estamos em um mutirão permanente, foi montada uma comissão tripartite - Prefeitura, Governo do Estado e Ministério da Saúde - e os últimos dias têm sido de diagnóstico e articulação”, declarou. A rede de substituição vai se apoiar principalmente em outros hospitais: dez leitos de UTI pediátrica na Santa Casa de Misericórdia, que reabre ainda seu prédio antigo com 20 leitos clínicos para adultos; o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE) vai atender os casos de cirurgia pediátrica, bem como de emergências ligadas a escalpelamento. O prefeito confirmou a compra do Hospital Samaritano - transação a qual os vereadores da Câmara Municipal de Belém (CMB) afirmam não ter conhecimento - e ainda que a ocupação de 28 leitos e dois centros cirúrgicos do local começam a ocorrer essa semana. “Não é só a CMB que tem de aprovar, o MS já deu parecer favorável e o Conselho Municipal de Saúde também já aprovou a aquisição”, justificou.

Ele admitiu que os servidores do PSM da 14 serão remanejados para as pontas envolvidas na rede de substituição e sobre a possibilidade de haver corte na gratificação desses transferidos, falou em “leviandade de alguns espalharem boatos em um momento tão dramático”. As unidades de saúde do município, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Icoaraci e ainda a regulação de leitos são partes envolvidas na estratégia anunciada ontem. “Nossas unidades nos bairros são a primeira referência, se tiver emergência, corre para lá, porque é de lá que a pessoa será referenciada, se precisar de internação ou cirurgia”, orientou. “UPA é a referência para quem mora em Icoaraci e ilhas. Quem vier da Região Metropolitana de Belém com situação de trauma, tem porta aberta no HMUE para recepção ou direcionamento à rede. E paralelamente, tem o PSM do Guamá, mas essa é só mais uma das portas abertas. Estamos remanejando as equipes para ter como atender”, listou.

(Diário do Pará)

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