O último dia de sessão na Câmara Municipal de Belém (CMB) foi bastante agitado entre os vereadores. Os debates giraram em torno do incêndio do Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti, ocorrido na última quinta-feira, com fortes cobranças à Prefeitura de Belém.
Por ser o último dia de sessão e ainda ter muitos assuntos pendentes na casa, o vereador Iran Moraes (PT) entrou com requerimento verbal para prorrogar os trabalhos na CMB até 15 de julho, no entanto, foi rejeitado por maioria de votos da bancada aliada ao governo.
O temor dos vereadores da oposição é que o escândalo caia no esquecimento, deixando o prefeito Zenaldo Coutinho numa zona de conforto, já que não seria cobrado pelos parlamentares. No entendimento dos oposicionistas, a Câmara não poderia entrar em recesso com todos esses problemas que a cidade vem passando.
Um dos receios da vereadora Sandra Batista (PC do B) é de que com o recesso de 30 dias da CMB, os assuntos investigados e denunciados sejam “esquecidos”. “A Câmara não deveria fechar suas portas para o recesso, deveríamos nos manter em sessão, pois estávamos aqui concentrados. Tem a questão do Pronto-Socorro a resolver, pois o prefeito não diz com clareza quando tempo vai demorar a reforma, por quanto tempo o PSM da 14 vai ficar fechado e isso impacta toda a rede de saúde. Não podemos deixar que isso caia no esquecimento, as pessoas estão sofrendo”, falou.
Sobre as condições dos postos de saúde e do PSM do Guamá, que receberão toda a carga de pacientes do PSM da 14, os vereadores relataram o caos conferidos por eles. “Visitamos o PSM do Guamá e infelizmente o que era crítico ficou catastrófico. Na sala de enfermaria do pós-cirúrgico não há ar-condicionado e se o PSM da 14 está desativado, por que não pegar os equipamentos de lá? As janelas estão quebradas, o aparelho de raio-x é o mesmo há 14 anos e tem um fechado dentro de uma caixa no corredor, dividindo espaço com as macas. Tem paciente na área do jardim, um cenário de guerra”, declarou, da tribuna, o vereador Fernando Carneiro (Psol).
(Diário do Pará)
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