Motoristas e proprietários de transportes escolares de Belém e Ananindeua protestaram, na manhã de ontem, contra a mudança na lei da cadeirinha, que torna obrigatório o uso do produto para o transporte de crianças. Eles alegam que a norma foi alterada sem qualquer estudo do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e que as oficinas não estariam qualificadas para adaptar os cintos de segurança dos veículos com a devida legitimidade.
O protesto envolveu 30 vans escolares e teve paradas estratégicas em frente à prefeitura de Ananindeua, sede da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (Semob) e Departamento Estadual de Trânsito (Detran). De acordo com David Ribeiro, que trabalha no transporte escolar em van, na cidade de Ananindeua, a categoria não é contra a mudança na resolução do Contran - que deve vigorar em fevereiro de 2016. O problema, segundo ele, é o curto espaço de tempo para realizar as adaptações nos veículos. “Não foi feito nenhum estudo pelo órgão. Se formos avaliar no mercado, as vans que estão saindo com três pontos no banco traseiro são modelo 2015”, disse Ribeiro. “Nós nos sentimos lesados, não é pelo valor da cadeirinha, mas pelas condições de adaptação. Na fábrica, nos disseram que não há como adaptar para cinto de três pontos"disse David Ribeiro.
Outro problema seria encontrar oficinas certificadas para fazer as modificações no veículo e, assim, garantir a segurança para o encaixe da cadeirinha. Além disso, os motoristas receiam que as modificações sejam reprovadas pelo Detran, já que não há oficinas autorizadas pelo órgão para instalar o acessório.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar