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Tranquilidade marca bairro periférico de Belém

Na praça, em casa e no parque, quem trabalha e mora no bairro de Val-de-Cans tem motivos de sobra para viver bem no bairro. O que já é bom, no entanto, pode melhorar mais ainda. Para Francisco Corrêa, cearense, 63 anos, que trabalha há quase 30 anos como

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Na praça, em casa e no parque, quem trabalha e mora no bairro de Val-de-Cans tem motivos de sobra para viver bem no bairro. O que já é bom, no entanto, pode melhorar mais ainda.

Para Francisco Corrêa, cearense, 63 anos, que trabalha há quase 30 anos como taxista no bairro de Val-de-Cans, o que mais chama a atenção no local é o clima ameno na área, bem como sua segurança. “Óbvio que ainda há problemas, como a insegurança, principalmente nas áreas próximas a canais, como o São Joaquim, mas é um bom local para viver e trabalhar”, conta Francisco, conhecido como um dos principais taxistas “da praça”.

Ainda de acordo com ele, que mora em Belém há três décadas, foi justamente isto que influenciou em sua permanência na cidade. “Como dizem aqui: tomou açaí, ficou. Tomei e acabei ficando”, conta sorrindo.

Ainda é possível conviver com um clima ameno em algumas áreas de Val-De-Cans. (Foto: Maycon Nunes)

Algo semelhante destaca Sandro Gibson, 30 anos, que mora desde criança no bairro, mais especificamente no Conjunto Marex. O Conjunto, assim como o Aeroporto Internacional de Belém é um dos locais mais conhecidos do bairro.

Para ele, o Marex (resultado da junção das iniciais de Marinha e Exército), por sua origem militar, termina sendo formado por muitas famílias e também por grande número de adultos e idosos, o que confere certo ar de tranquilidade. “Sempre foi um bairro bom, tranquilo. Às vezes fica barulhento e tem algum problema por causa de alguns alunos de algumas escolas que se reúnem em praças, mas fora isso, é bem tranquilo”, relata.

O mesmo comenta seu amigo Maurício Pina, presidente da Associação dos Moradores do bairro há cerca de seis meses. De acordo com ele, atualmente o Marex conta com 400 residências e outro importante conjunto do bairro, o Bela Vista, possui 700 residências.

Importante conjunto do bairro, possui cerca de 400 residências. (Foto: Maycon Nunes)

É também no Conjunto Marex e que se encontra um Bosque ecológico, área com cerca de 292 espécies entre plantas, árvores frutíferas e outros vegetais. O local é mantido pela comunidade e conta com o apoio voluntário de engenheiros florestais para mapear e cuidar do local. Segundo Regilda Patrício, socióloga e professora aposentada e membro da Associação dos moradores, o parque é utilizado não somente para passeios, mas também para reuniões familiares e outros eventos, já que lá se encontra a sede da associação.

Renato e Enzo se divertem. Autônomo escolheu criar os filhos no bairro de Val-de-Cans. (Foto: Maycon Nunes)

Através de tal trabalho, o futuro do local também parece estar sendo construído. Ali próximo do bosque, em um parque do Conjunto Bela Vista o pequeno Enzo Oliveira, de 1 ano e 5 meses brinca com seu pai, Renato Guimarães, 40 anos, autônomo. Renato, que chegou a morar dois anos no Rio de Janeiro, afirma que não troca o bairro de Val-de-Cans por nenhum outro, nem pela capital fluminense. É aí que quer criar os filhos e permanecer enquanto viver. “Gosto de Val-de-Cans, não trocaria por nenhum outro, aqui no Marex tenho meus amigos, minha família, é aqui que quero viver para sempre”, finaliza.

(Enderson Oliveira)

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