Desesperados com a falta de médicos e longa espera, pacientes da Unidade Básica de Saúde (UBS) da Pedreira telefonaram para a redação do DIÁRIO, denunciando os problemas.
No local, o cenário era de abandono. O auxiliar de distribuidora Jonathan Marques contou que sua avó, Isolina Marques, de 84 anos, estava passando mal e foi ao local. Mas, com a falta da médica na urgência e emergência, ele deixou a idosa em casa e voltou ao posto para aguardar a chamada da consulta e assim, então, alguém da família levar a idosa ao local.
“Cheguei por volta de 10h30, disseram que a médica ia chegar em dez minutos e já são 11h15 e nada. Minha avó está debilitada em casa, eu quero pelo menos um encaminhamento daqui para levá-la ao hospital particular”, disse. “Mas preciso do laudo para que ela possa internar na especialidade correta no hospital”, contou, preocupado.
Cleidison Sousa é porteiro e levou a esposa para tomar soro, já que ela está desde o final de semana com vômito e mal-estar. Entretanto, não foi possível fazer a medicação, pois não havia escalpe, material com agulha para infusões de curta duração.
GUAMÁ
No hospital de Pronto-Socorro Humberto Maradei, o PSM do Guamá, era possível ver, durante a abertura da porta, diversas macas com pacientes no corredor e acompanhantes em pé.
Dona Neide Pinheiro está com o pai de 69 anos internado há quatro dias na unidade com pneumonia e até o momento ele sequer havia tomado banho. “Ele está na enfermaria e lá não tem banheiro. O cheiro lá dentro é horrível. Disseram que vão dar o banho nos pacientes no banheiro do corredor, banheiro que todo mundo usa, paciente e acompanhantes”, disse preocupada.
Marcia Helena e Luiz Carlos Cunha, nora e filho do paciente José Maria Cunha, de 77 anos, estavam desesperados em frente do hospital.
Segundo eles, José Maria perfurou o pé e devido a uma raspagem incorreta, o caso dele piorou. O idoso terá que amputar o membro infeccionado e foi encaminhado para o PSM do Guamá, local habilitado para fazer esse tipo de operação, que ainda não aconteceu por falta de médico.
“Só aplicam soro nele e mandam voltar para casa. Já fizemos isso três vezes. Ele está há mais de uma semana com o pé desse jeito e está correndo risco de morte, pois na UPA da Cidade Nova, disseram que ele tem que amputar, pois a infecção pode se espalhar pelo corpo”, disse a nora. “Isso é falta de respeito com o ser humano, eu tenho o documento da solicitação da amputação e eles não dão uma satisfação”, disse Luiz, bastante alterado diante da situação.
Fotógrafo do DIÁRIO é agredido em posto.
(Diário do Pará)
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