Em razão de descumprimento de condição imposta na concessão de regime aberto, a juíza da 2ª Vara Criminal da Comarca de Altamira, Leslie Anne Maia Campos, determinou a regressão do regime aberto para o semiaberto de Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, condenado sob a acusação de ter encomendado com o fazendeiro Regivaldo Pereira Galvão, o assassinato da freira norte-americana Doroty Stang.
A magistrada atendeu pedido do Ministério Público (MP), que afirmou que o fazendeiro havia desrespeitado a proibição de se ausentar da comarca sem prévia autorização judicial. O MP pediu regressão para o regime fechado, mas a juíza explicou na sentença que “este se encontra em regime aberto e não houve a prática de novo delito, mas, sim, o descumprimento de condição imposta na concessão do regime aberto, que não se configura como das mais graves”.
Para a juíza, a indisciplina mereceu a aplicação das medidas cabíveis para conter os atos, “sob pena inclusive de se tornar um mau exemplo para os demais apenados”.
Segundo os autos, Vitalmiro estava conduzindo um carro, voltando de São Félix do Xingu, na companhia de Lenilson dos Santos Lima, quando o veículo foi parado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Durante a vistoria, os agentes encontraram uma arma de fogo de propriedade de Lenilson, que, por sua vez, não tinha porte de arma.
(Diário do Pará)
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