O ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues, assegurou ontem que vai solicitar empenho à pasta para dar agilidade à licitação do derrocamento do Pedral do Lourenço, obra de importância estratégica para o estado do Pará.
O compromisso foi firmado ontem, durante reunião entre o representante da pasta dos Transportes e o ministro da Pesca e Aquicultura, Helder Barbalho, em Brasília. O responsável pela Diretoria de Infraestrutura Aquaviária do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Valter Oliveira, já havia informado, na semana passada, que o edital será divulgado até 30 de agosto.
O encontro entre os dois ministros aconteceu na sede do Ministério dos Transportes. Helder fez um relato sobre a situação das regiões Sul e Sudeste do Pará, que aguardavam com expectativa a construção do canal que vai permitir a navegabilidade no rio Tocantins, no trecho entre Marabá e Tucuruí.
Segundo Helder, o advento da hidrovia do Tocantins teria como consequência imediata a implantação de um dos maiores projetos da mineradora Vale, a Alpa -Aços Laminados do Pará, que prometia oferecer 16 mil empregos na fase de implantação, em 2010.
Na operação, deveria receber 5.300 empregos diretos e outros 16.000 indiretos. A Alpa teria capacidade anual de produção de 2,5 milhões de toneladas de placas. A entrada em operação da usina (alto forno, aciaria e laminação) estava prevista para acontecer no final de 2013.
“Mas nada disso aconteceu”, disse Helder, destacando que Marabá sofre ainda hoje as consequências sociais da não construção do empreendimento, já que milhares de pessoas migraram para a região em busca de trabalho. O ministro Antonio Carlos Rodrigues reforçou a informação de que a obra de construção do canal de navegação a partir do derrocamento do Pedral do Lourenço está incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal. “Tudo o que o ministro Helder relatou é de grande importância para o Brasil. Vamos fazer de tudo para resolver a questão do Pedral do Lourenço o mais rapidamente possível”, reforçou Rodrigues.
Na semana passada, durante uma reunião em Brasília, organizada pelo ministro Helder Barbalho, a bancada federal do Pará demonstrou união ao defender, de forma suprapartidária, a importância da obra para o desenvolvimento do Pará.
DERROCAMENTO
Entre idas e vindas, o processo de derrocamento do Pedral já teve três projetos e preços diferentes. O último deles, com valor mais baixo e que acabou se mostrando inviável, foi oferecido ao Governo Federal pela mineradora Vale, que anunciava depender da navegabilidade para viabilizar o projeto de implantação da Alpa.
Os dois projetos executivos – o que foi apresentado pela Vale e o outro pela Universidade Federal do Pará (UFPA) – apresentavam diferenças gritantes. O diretor de Infraestrutura Aquaviária do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, Valter Silveira garantiu, durante o encontro, que este novo edital não correrá o risco de ter contestações e que o projeto se tornou viável, do ponto de vista financeiro, para investidores apostarem no empreendimento.
(Diário do Pará)
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