O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), apresentou denúncia criminal em forma de Ação Penal (AP) contra o médico Carlos Tiago da Silva Serra. Ele é acusado da morte da criança A. H. B. T., 2 anos e 9 meses de idade. Segundo a denúncia, o médico se omitiu de socorrer a criança quando chegou ao hospital, ainda de madrugada, após uma picada de escorpião.
O caso ocorreu na Unidade Mista de Saúde de Chaves. O médico teria solicitado que o soro fosse aplicado quase vinte e quatro horas depois da picada do animal. Para a promotora Ana Maria Magalhães o médico assassinou culposamente o menino.
Ainda de acordo com a denúncia, ao ver a criança morrendo, o médico teria fugido de Chaves, tomando um barco para Macapá, bem antes da chegada do helicóptero de resgate. “O médico se recusou a atender o bebê de madrugada, e o abandonou para morrer sozinho depois de lhe ter aplicado um soro que causou sua morte. Sua conduta foi criminosa do ponto de vista médico e indigna do ponto de vista humanitário”, diz a promotora.
O CASO
O procedimento policial que apurou a morte do menino que no dia 28 de março deste ano, relata que o menino foi picado por volta das 15h, na ilha Mexiana, no município de Chaves. O pai da criança teria aplicado um medicamento caseiro. Depois de um tempo, a criança adormeceu, sinalizando que a dor diminuíra.
No entanto, após algumas horas, o menino acordou com náuseas. O pai procurou, então, atendimento médico no Hospital de Chaves. Por volta de 1h da madrugada, a criança deu entrada na Unidade Mista de Saúde de Chaves. O médico teria dito que não era emergência e mandado a criança retornar pela manhã.
O relata continua contando que o médico só chegou às 11 horas da manhã. Depois de examiná-la, ele autorizou a aplicação de um soro antiescorpiônico. A criança, então, começou a tossir e a expelir sangue pela boca. O médico avaliou o menino e disse para o pai que havia necessidade de levá-lo para a capital, pois o estado da criança havia se agravado.
O médico disse para o pai da criança que iria acompanhá-los até Belém e, portanto, precisaria apanhar os pertences em casa. Foi a ocasião em que tomou um barco e fugiu para Macapá.
O médico foi denunciado pelos crimes de homicídio culposo e omissão de socorro.
(DOL com informações do MPE)
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