O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas do Estado do Pará (Stiupa) denuncia que a Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) está cada vez mais sucateada. Eles consideram isso não apenas pelos problemas recentes que deixaram cerca de 500 mil pessoas sem água por três dias na Região Metropolitana de Belém (RMB), mas também pelas condições precárias enfrentadas há bastante tempo.
Presidente do sindicato, Ronaldo Romeiro aponta a falta de investimentos por parte do Governo do Estado para a melhoria dos serviços oferecidos pela companhia. “A Cosanpa passa hoje por dificuldades e não se vê nenhum posicionamento do Governo do Estado para solucionar o problema”, acredita. “Tivemos esse problema agora em decorrência de um incêndio. Mas essa situação toda é reflexo da gestão do Governo do Estado. O problema de falta de água é constante e não é de agora”, analisa Ronaldo.
“O pior é que a situação está se agravando, porque não há investimento”. Ele destaca, ainda, que dificuldades também são percebidas pelos servidores do órgão no que se refere às condições de trabalho. “Se olharmos as condições de trabalho, estão aquém da necessidade. Tem áreas da Cosanpa em que estamos sem banheiros”, destaca. “Precisamos de concursos públicos, mas continuamos tendo indicações políticas para alguns cargos”.
PRIVATIZAÇÃO
Diante de tantas dificuldades, a categoria teme que a situação resulte em um problema maior no futuro. “A Cosanpa passa por um momento difícil e para nós isso é uma situação pensada para que seja apontada a privatização da companhia lá na frente”, considerou o presidente do sindicato dos urbanitários.
A reportagem entrou em contato com a assessoria da Cosanpa, mas até o fechamento desta edição, não houve resposta.
(Diário do Pará)
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