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Unidades de Saúde ainda sofrem com precariedade

A primeira vistoria realizada pelo Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa) às Unidades de Saúde de Urgência e Emergência de Belém, após o anúncio do Plano Emergencial de Saúde pelo prefeito Zenaldo Coutinho, constatou que os estabelecimentos continuam fu

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A primeira vistoria realizada pelo Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa) às Unidades de Saúde de Urgência e Emergência de Belém, após o anúncio do Plano Emergencial de Saúde pelo prefeito Zenaldo Coutinho, constatou que os estabelecimentos continuam funcionando em situação precária.

O plano foi anunciado após o incêndio no Pronto-Socorro Mário Pinotti, na travessa 14 de Março, no dia 25 de junho. Durante a visita, a comissão de médicos flagrou falta de equipamentos, remédios e até mesmo material para curativos.

A agenda de visitas iniciou anteontem pelo Hospital Samaritano, que, de acordo com o plano divulgado pela Prefeitura Municipal de Belém (PMB), passaria a funcionar desde o dia 8 de julho com a disponibilização de 28 leitos e duas salas cirúrgicas para dar retaguarda cirúrgica ao Pronto-Socorro Humberto Maradei, no Guamá. No entanto, a comissão do Sindmepa encontrou o hospital fechado e sem previsão de funcionamento.


ABANDONO

Os médicos também visitaram ontem as Unidades de Saúde da Sacramenta e do Telégrafo e encontraram um cenário de abandono que inclui a falta de médicos. A promessa anunciada pela Prefeitura era estruturar esses locais com material técnico, rouparia, esterilização e medicamentos para desafogar a demanda de pacientes atendidos no PSM da 14 de Março.

“Na Sacramenta, a Unidade de Urgência e Emergência está sem médico no turno da manhã desde o dia 1º de julho porque a médica encontra-se de férias. A unidade também não tem aspirador, a esterilização não funciona, a sala de observação não tem leito infantil. Também não dispõe de exames laboratoriais nem mesmo medicamentos básicos de suporte aos atendimentos de emergência”, relata o presidente do Sindmepa, João Gouveia.

Na Unidade do Telégrafo, a situação é ainda pior: falta material de intubação, aspirador, eletrocardiógrafo, ventilador, foco de luz para pequenas cirurgias, material de curativo, de drenagem de pequenos abcessos e de exames laboratoriais. A unidade não dispõe sequer de leito para observação infantil. “O plano não está atendendo ao que foi anunciado diante de uma situação emergencial pela qual passa a saúde de Belém”, questiona Gouveia.

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) foi procurada, mas não se manifestou até o fechamento desta edição.

VISITAS

Ao todo, serão visitadas onze Unidades de Saúde. A blitz continua hoje com a visita na Unidade do Guamá, prometida para funcionar 24 horas em apoio ao PSM do Guamá. Além destas, ainda serão visitadas as Unidades do Jurunas, Marambaia, Bengui, Tapanã, Outeiro, Cutijuba, Icoaraci, Carananduba e Baia do Sol.

(Diário do Pará)

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