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Jader Barbalho viabiliza implantação da Alpa

Em correspondência dirigida ao presidente da Vale, Murilo Ferreira, o senador Jader Barbalho (PMDB/PA) pediu, ontem, o empenho da empresa no sentido de retomar, em regime de urgência, os contatos com seus parceiros internacionais objetivando a implant

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Em correspondência dirigida ao presidente da Vale, Murilo Ferreira, o senador Jader Barbalho (PMDB/PA) pediu, ontem, o empenho da empresa no sentido de retomar, em regime de urgência, os contatos com seus parceiros internacionais objetivando a implantação de um empreendimento siderúrgico no município de Marabá. O projeto Alpa (Aços Laminados do Pará) foi suspenso pela Vale em 2012, sob o argumento de que não havia logística adequada, nem para o transporte de insumos nem para o escoamento da produção de aço.

Vale responsabilizou o Estado pelo impasse

Protocolado ontem pela manhã, o ofício de Jader Barbalho foi encaminhado com cópias também para a presidente Dilma Rousseff e para os presidentes das quatro grandes entidades representativas do setor empresarial paraense: José Conrado Azevedo Santos (Federação das Indústrias), Carlos Fernandes Xavier (Federação da Agricultura e Pecuária), Fábio Lúcio de Souza Costa (Associação Comercial) e Sebastião de Oliveira Campos (Federação do Comércio).

Na correspondência, o senador transmitiu informação fornecida pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), segundo a qual será lançado, até o dia 30 de agosto próximo, o edital do novo processo licitatório para execução do projeto de derrocamento do Pedral do Lourenço, no rio Tocantins. O anúncio, esclareceu Jader, foi feito pelo diretor de Infraestrutura do Dnit, Valter Casimiro Silveira, durante a reunião com a bancada federal paraense realizada em Brasília, na semana passada.

Com base nas informações tornadas públicas durante o encontro, o senador observou que o prazo de execução do projeto de derrocamento, incluindo suas diferentes etapas é de, no máximo, cinco anos. Já um empreendimento siderúrgico do porte da Alpa teria sua implantação num prazo médio estimado em oito anos. Isso significa, ressaltou Jader, que, na hipótese de se iniciarem simultaneamente os dois projetos no início do próximo ano, o derrocamento do Pedral do Lourenço estaria concluído no final de 2020 ou no início de 2021, enquanto a Alpa só estaria apta a entrar em operação no final de 2023 ou no começo de 2024.

A se dar crédito à informação da direção do Dnit - “E não vejo razões para deixar de fazê-lo. Até porque foi dito também que o Projeto do Pedral do Lourenço voltou a contar com a garantia de recursos do PAC”, disse Jader –, o senador afirmou considerar que este é o momento apropriado para a Vale retomar, com a maior brevidade possível, os entendimentos com seus antigos ou novos parceiros com vistas à implantação do empreendimento siderúrgico de Marabá, conservando ele ou não a denominação original de Alpa.

PORTO

Jader ressaltou, ainda, que a construção do Porto Multimodal de Marabá, outra obra apontada como condição necessária para a implantação de uma siderúrgica naquela cidade, é um empreendimento bastante simples do ponto de vista técnico, prevendo-se a sua execução num prazo inferior a cinco anos.

Assim sendo, completou, caso se disponha a agilizar os procedimentos para construção da Alpa, a Vale pode contar, desde já, com a garantia de que terá à sua disposição a logística adequada de transporte para o carregamento de insumos e o escoamento da produção de aço quando a usina siderúrgica entrar em operação.

Jader fez um breve histórico sobre as tratativas políticas que, a partir de 2008, alimentaram as expectativas da sociedade paraense quanto à possibilidade de ver, enfim, implantado um grande empreendimento siderúrgico na região sudeste do Pará, como passo inicial da esperada verticalização da cadeia mineral do Estado.

O senador aproveitou para transmitir um recado que diz muito de sua determinação em relação a temas de candente interesse do Pará. Ao traçar um histórico dos fatos associados ao fracasso inicial da Alpa, o senador teve por objetivo reafirmar o seu compromisso com empreendimentos que considera estratégicos para a economia do Pará e do Brasil. “O derrocamento do Pedral do Lourenço, a consolidação da Hidrovia do Tocantins, a implantação da siderúrgica e a construção do porto multimodal de Marabá integram um conjunto de obras do qual não podemos e não vamos abrir mão, em nenhuma hipótese”, completou.

Ao presidente da Vale, Jader Barbalho reiterou que como há, agora, o renovado compromisso do Dnit em licitar a obra do Pedral do Lourenço, é justo esperar também que haja, da parte da companhia, o interesse em retomar o projeto da siderúrgica em Marabá. “É o que esperamos que vá acontecer, acreditando nas garantias já oferecidas por Vossa Senhoria e no compromisso da Vale e de sua diretoria com o desenvolvimento do Pará e do Brasil”, ressaltou o senador, em trecho da correspondência enviada ao presidente da Vale.

(Diário do Pará)

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