O senadorJader Barbalho, que tem lutado em defesa dos grandes projetos de infraestrutura do Pará, preferiu não voltar a detalhá-los na correspondência ao presidente da Vale, optando por lembrar os termos de um ofício a ele endereçado por Murilo Ferreira, no dia 14 de maio passado.
O ofício foi a resposta da Vale a um duro discurso proferido pelo senador, uma semana antes, protestando contra o fracasso do projeto Alpa no Pará, enquanto a Vale participa da construção da Companhia Siderúrgica de Pecém, em fase final de implantação no Estado do Ceará. Jader lembrou, por exemplo, da declaração feita pelo presidente da Vale, de que a empresa se empenhou para a realização da Alpa, “vendo no projeto um forte estímulo ao desenvolvimento da região, com geração de empregos e renda, um atrativo para a instalação de outras indústrias, circulação de mercadorias e bens de consumo e aumento da renda per capita, entre muitos outros benefícios”. O mesmo empenho, segundo declarou o senador Jader Barbalho à imprensa, deve ser demonstrado agora para permitir a retomada do projeto no Pará. Outra informação colocada em destaque por Jader, ao pinçá-la do ofício encaminhado pelo presidente da Vale, foi a de que a empresa envidou esforços, entre 2010 e 2011, para obter as licenças ambientais necessárias, e investiu mais de 260 milhões de dólares em estudos de viabilidade técnico-econômica, de engenharia detalhada, de estudos de solo e terraplenagem e compra do terreno.
Nas palavras de Murilo Ferreira, a Vale se colocou, à época, na posição de prontamente deslanchar o projeto. Isso não aconteceu, porém, em virtude de alterações no cronograma inicialmente proposto, causadas pelo não cumprimento, por parte do Governo do Estado, dos acordos de concessão de incentivos fiscais e investimentos necessários em logística previstos em protocolo de intenções, firmado em 2009, com a própria Vale e o Governo Federal. Por isso, embora tivesse feito tudo o que estava ao seu alcance para a efetivação da Alpa, segundo o seu presidente, a Vale acabou sendo obrigada a interrompê-lo, em 2012.
(Diário do Pará)
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