O PSM do Guamá virou a única referência em atendimento de urgência e emergência de Belém, após o Pronto-Socorro da 14 pegar fogo, no dia 25 do mês passado.
Fiações expostas , papéis acumulados e um possível curto-circuito no ar condicionado da sala teriam causado o incêndio no bloco cirúrgico, localizado no segundo andar do hospital.
Desde então, o prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, anunciou um plano de contingência, prometendo leitos em vários hospitais públicos e reforçando atendimento em postos de saúde dos principais bairros da cidade.
Porém, segundo o Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa), o plano não saiu do papel. Nos últimos dias, diretores do Sindmepa realizaram uma blitz em vários postos e encontraram diversas deficiências, como falta de material básico para atendimento. Com isso, os pacientes foram buscar atendimento no Guamá.
“Todos os dias, nós temos acompanhado a situação do Pronto Socorro do Guamá. Até porque, temos diretores do sindicato que trabalham lá dentro. Percebemos que o plano de contingência da Prefeitura não deu em nada”, disse o diretor do Sindicato dos Médicos, João Gouveia.
“Temos denunciado aos órgãos competentes essa situação, que não pode mais ficar assim. Enquanto não abrirem o Hospital Samaritano e evacuarem as cirurgias, não dá para trabalhar com superlotação”.
O diretor revelou, ainda, que os profissionais de saúde estão trabalhando no limite e sem a estrutura mínima para proporcionar um atendimento digno.
Em recente vistoria, o Sindmepa constatou superlotação e sobrecarga de trabalho no PSM do Guamá, o que ficou devidamente comprovado no vídeo enviado ao DIÁRIO por um funcionário do pronto-socorro.
(Diário do Pará)
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