Galhos de árvores, pneus, sofá, carcaças de TV e até animais mortos. Há duas semanas, moradores da rua WE 32, no bairro da Cidade Nova 8, em Ananindeua, reclamam que convivem com o lixo acumulado na rua - e que já ocupa quase metade da via. O motivo seria a coleta que não estaria sendo realizada devidamente.
“Os carroceiros recolhem esses entulhos e jogam aí. Quando a caçamba vem, não leva todo o lixo. Ultimamente, nem o nosso lixo doméstico estão levando direito”, afirma o motorista José Brandão, morador da rua.
Segundo ele, alguns funcionários de uma empresa terceirizada pela prefeitura estariam sendo pagos para fiscalizar a área e evitar que os carroceiros jogassem os entulhos na área. No entanto, não estariam comparecendo “porque não estão recebendo. No momento em que eles [fiscais] desaparecem, os carroceiros chegam”. “Não tem hora, é de manhã, à noite. A gente reclama, mas não adianta”, ressalta.
O mau cheiro vindo do lixão tem incomodado todos os moradores e os que precisam passar por ali. Além disso, atrai animais, como urubus, cachorros e até ratos que buscam algum tipo de alimento e acabam trazendo doenças à população. O entulho ocupa quase metade da via, ao lado de um terreno que pertence ao grupo Nipo. Porém, parte desse espaço já foi vendida a uma empresa que está construindo lá um grande empreendimento.
Outros problemas destacados pelos moradores são a falta de iluminação pública e os constantes assaltos naquele trecho, na SN 2, entre WE 32 e WE 36, que principalmente à noite se torna perigoso. De acordo com outro morador, Marcos Silva, 39 anos, a iluminação pública é péssima e o índice de registros de roubos está crescendo a cada dia.
A reportagem procurou a Prefeitura de Ananindeua e, em nota, a Secretaria Municipal de Urbanismo (Seurb) disse que a coleta de lixo domiciliar é feita regularmente no local. A secretaria diz que mandará uma equipe de limpeza hoje para retirar os entulhos.
(Diário do Pará)
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