De dez canais percorridos ontem pela reportagem do DIÁRIO nos bairros de Canudos, Pedreira, Marco e Nazaré, oito apresentaram falhas na barreira de proteção. No canal Antônia Nunes, que começa na avenida Governador José Malcher e passa pela João Balbi, Boa Ventura da Silva e termina na Três de Maio, não há barreira de proteção.
Trechos da estrutura estão precários em diversos canais, como os que ficam localizados na travessa Dr. Moraes, com a rua Fernando Guilhon; no da travessa Quintino Bocaiúva, com a avenida Bernardo Sayão; no canal da Três de Maio entre Domingos Marreiros e Antônio Barreto e ainda nos canais da Gentil, da avenida Visconde de Inhaúma e na travessa Pirajá.
No canal da passagem Antônia Nunes, a estrutura de concreto desabou e ficou com a parte de ferro exposta no chão. Mais adiante, a uns 500 metros, o mesmo canal está cheio de mato em sua margem. Ferros expostos também são encontrados nos canais da Vileta e da Visconde de Inhaúma.
SACOS DE LIXO
Sujos em suas laterais ou com amontoados de sacos de lixo doméstico, o canal da Antônio Baena também apresenta outros problemas. Trechos da barreira desabaram e estão no chão. A cabeleireira Milena Moreira, de 32 anos, contou que o descaso na área é assustador. “A gente se preocupa muito com isso porque temos crianças pequenas e elas brincam na rua, por falta de opção de lazer, e nunca têm noção de perigo. Quando dá uma chuva forte, a água fica perto da pista, tudo por falta de drenagem do canal”, acrescenta.
Em alguns casos os próprios moradores tiveram que intervir com serviços para amenizar a insegurança de quem transita por ali. No canal da travessa José Leal Martins, no Marco, o aposentado Lucas Padilha, de 80 anos, disse que os moradores se reuniram para construir uma mureta de tijolos no lugar da barreira por causa da falta de proteção do canal. “Agora, o espaço do outro lado que também desabou está com proteção de madeira improvisada pela prefeitura, mas a manutenção, que seria obrigação deles, não foi feita”.
(Diário do Pará)
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