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Parque é fechado por suspeita de doença em cavalos

Desde o fim da manhã da última segunda-feira (13), o Parque de Exposição Pedro Coelho da Mota, em Castanhal, está interditado por medida de segurança após a constatação de que pode haver cavalos portadores de mormo. A doença é infectocontagiosa e geralmen

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Desde o fim da manhã da última segunda-feira (13), o Parque de Exposição Pedro Coelho da Mota, em Castanhal, está interditado por medida de segurança após a constatação de que pode haver cavalos portadores de mormo. A doença é infectocontagiosa e geralmente letal em equinos e equídeos, mas também pode ser contraída por seres humanos. O local abrigava cavalos da Polícia Militar (PM), alguns deles envolvidos em tratamento de equoterapia, voltado para crianças com autismo. O Governo do Estado não confirma, ao mesmo tempo que admite o status de “área endêmica” para esse mal.

“Há pelo menos um animal positivado dentro do Parque de Exposições de Castanhal e outros dois sob suspeita de portarem a doença que estão dentro da Fazenda Itaqui (na área rural do município)”, informou, ao DIÁRIO, uma fonte ligada a entidades voltadas à agricultura e pecuária, que pede para não se identificar.

O DIÁRIO conversou com um funcionário do parque ligado a produtores rurais que relatou a transferência de cerca de 15 cavalos ainda na segunda-feira, por volta da 11h30, assim que foi detectado que havia cavalos doentes no local - não teria havido sacrifícios até agora e o paradeiro desses animais é desconhecido pela testemunha. O mesmo funcionário confirma que há riscos de contágio para quem teve contato com os cavalos e que, quando infectada e sem tratamento, a pessoa doente geralmente apresenta um quadro de extrema debilidade orgânica.

Os estábulos estão todos isolados com fitas que indicam local de perigo. Os portões de entrada para o complexo foram lacrados, de modo que o local parece abandonado. No entanto, a equipe do DIÁRIO conseguiu, ontem de manhã, ter acesso à área interna praticamente sem dificuldade, devidamente identificada com crachás e apenas tendo que passar as solas dos sapatos em um balde cheio de cal, tanto na entrada quanto na saída, como medida de proteção e desinfecção.

Na mesma manhã, técnicos da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) estiveram no local para uma inspeção. A Assessoria de Comunicação da PM confirma que os cavalos pertencem à corporação. No entanto, diz que “apenas uma pequena parte do grupo dos equinos que foram examinados atuava na equoterapia, mas nenhum dos que atuavam no serviço equoterápico deu reagente a mormo”, e que “caso exista a confirmação da doença, serão adotadas as medidas adequadas”.

A PM informa ainda que os animais pertencentes à PM-PA são “testados e examinados regularmente de forma rigorosa, em serviço preventivo e de avaliação que reúne os veterinários da PM e os profissionais da Adepará”.

BACTÉRIA

O “lamparão”, como também é popularmente conhecida a doença, é causada pela bactéria Burkholderia mallei e tem como sintomas mais comuns, em animais, a presença de nódulos nas mucosas nasais, nos pulmões, gânglios linfáticos, catarro e pneumonia.

A forma aguda é caracterizada por febre alta, acima de 40 graus, fraqueza e prostração; pústulas na mucosa nasal que se transformam em úlceras profundas com uma secreção, inicialmente amarelada e depois sanguinolenta; intumescimento ganglionar e dispnéia. A contaminação se dá pelo contato com material infectante - pus, secreção nasal, urina ou fezes. Animais suspeitos devem ser isolados e submetidos à prova complementar de maleína, sendo realizada e interpretada por um veterinário do Governo ou autoridade similar.

Em nota, a Adepará afirma que “até a presente data, não se pode afirmar que os animais da Polícia Militar do Pará que estão em Castanhal estão com mormo. (...) No dia 10 de julho de 2015, os referidos animais foram testados, conforme rotina já estabelecida, para Anemia Infecciosa Equina (AIE), e mormo”.

A nota da Adepará acrescenta que, “de um total de 22 animais, todos os resultados foram negativos para AIE. Para mormo, três animais deram reagentes e dois animais ‘anticomplementares no exame de fixação e complemento’. Este tipo de exame é considerado de triagem, sendo necessário outros complementares para a constatação de diagnóstico definitivo de mormo”.

No mesmo documento, a Adepará afirma “que os animais da PM não apresentam sintomas aparentes da doença”, mas que “o Estado do Pará é considerado área endêmica para a doença e não esteve em status diferente até a presente data”. Como medida, a Adepará interditou para trânsito de equídeos o local em Castanhal onde encontram-se os animais reagentes, até que se comprove que eles estejam ou não infectados com a doença. Os animais estão isolados, o ‘recinto agropecuário’ está com entrada de pessoas restritas e com acompanhamento oficial”.

Doença é mais comum em jumentos e burros.

(Diário do Pará)

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