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Pequenas atitudes que podem salvar vidas

Ninguém sabe quando vai deparar com alguém correndo risco de vida. Mesmo sem maiores conhecimentos, recorrer a pequenas técnicas de primeiros socorros, ou apenas reconhecer a gravidade de uma lesão, pode salvar vidas. Queimaduras, acidentes de trânsito, a

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Ninguém sabe quando vai deparar com alguém correndo risco de vida. Mesmo sem maiores conhecimentos, recorrer a pequenas técnicas de primeiros socorros, ou apenas reconhecer a gravidade de uma lesão, pode salvar vidas. Queimaduras, acidentes de trânsito, afogamentos, ataques epiléticos e AVC (Acidente Vascular Cerebral) podem acontecer a qualquer momento, a qualquer pessoa perto de você.

Os primeiros socorros são procedimentos imediatos que precisam ser prestados a vítimas de acidentes, antes da chegada do atendimento médico no local. Em muitos casos, apenas a imobilização e/ou chamar o resgate é a melhor técnica a ser usada, como por exemplo, nos acidentes de trânsito. O ideal, a quem for prestar o atendimento, é estar consciente de suas limitações e não tentar substituir o profissional especializado.

“Se a pessoa passar pela rua e notar alguém envolvido em um acidente de carro, moto, ou qualquer veículo, deve avaliar a situação antes de fazer qualquer coisa”, explicou o major Alessandre Frances, comandante do Quartel de Resgate do Corpo de Bombeiros do Pará. “O transporte imediato da vítima pode causar um segundo trauma”, advertiu. Portanto, a melhor forma de ajudar nesses casos é isolar o local e chamar o resgate.

AFOGAMENTOS

Em situações de afogamentos, a orientação segue a mesma regra. “Só pode ajudar quem tiver noção do que está fazendo. A pessoa deve analisar o local. Em piscina, é mais fácil. Já em rios e praias, fica complicado. É preciso analisar a maré e a correnteza”, destacou o major. É importante, também, saber a direção para se deslocar com o afogado, além de analisar o peso e a altura. “Se a vítima for mais pesada do que o socorrista, é melhor não ir, pois os dois podem se afogar”, disse Frances.

Se não tiver condições de entrar na água, a pessoa pode usar cordas, cajados, boias ou algo que facilite a retirada da vítima. Já em solo, o momento é de verificar a situação física do afogado e observar a respiração, os batimentos cardíacos e a pulsação. “Devemos prestar atenção ao movimento do tórax ou colocar o dedo próximo à narina. Se houver pulso, a vítima deve passar por uma obstrução na boca e receber massagens respiratórias”, ressaltou o major.

No caso de o indivíduo estar inconsciente e não respirar, comece imediatamente a fazer respiração boca a boca e massagem cardíaca, até ele voltar a respirar. O movimento pode ser repetido 30 vezes para que o coração volte a bater.

QUEIMADURAS E AVC

Em caso de acidentes com fogo, objetos de temperaturas elevadas ou descargas elétricas, os métodos que popularmente são usados para amenizar a lesão podem trazer consequências piores. “Não se deve usar creme dental, pastas. O importante é passar medicamentos próprios e usar água corrente”, orienta o major.

Em acidentes assim, o necessário é avaliar a lesão e a área queimada. “Se queimar membros, pode colocá-los embaixo do chuveiro. Mas nem todas as queimaduras podem ser tratadas em casa”.

Em casos de estar ao lado de uma pessoa com convulsões, crise de epilepsia ou AVC, o socorrista deve avaliar de que se trata, antes de tomar qualquer atitude. A vítima de ser imobilizada e deitada lateralmente. O ideal é levar a pessoa, o quanto antes, para um posto médico. Outra boa dica é pedir orientações aos Bombeiros, no telefone 192.

(Diário do Pará)

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