Ainda na porta de entrada do Pronto-Socorro Municipal do Guamá, já é possível ver pacientes em macas e cadeiras, encostados no corredor, tomando medicação na veia, sem qualquer tipo de comodidade ou privacidade. Já na Unidade Básica de Saúde da Pedreira, houve problemas para vacinar uma criança de apenas 4 meses.
A angustia de ver um filho internado era grande para Carmem Raimunda da Silva, de 53 anos. Ela é do distrito de Mosqueiro e está com o filho de 25 anos internado há um dia no PSM do Guamá, por conta de uma convulsão que sofreu em casa. A família chegou a ir até a unidade de saúde de Mosqueiro, mas de lá foi encaminhada para o PSM do Guamá. O jovem estava em uma maca, no corredor que, segundo a mãe, chegou a cair quando ele foi levantar para ir ao banheiro. “Só a gente sentindo na pele o que é isso, eu nunca tinha visto nada assim na minha vida. Quem deveria ajudar o povo não faz nada”, disse o irmão do paciente, Diego Nonato, de 28 anos.
A dona de casa Maria Helena, de 62 anos, também estava com o filho, de 38 anos, internado para fazer medicação com soro, mas as condições de conforto não existem. “Ele é diabético e estava com vômito, diarreia e pressão alta. Ele está sentando ali do lado numa cadeira de plástico, que é cadeira de espera do pessoal. Não tem apoiador para o braço que está com a agulha, a coluna fica torta também. Venho sempre aqui com ele porque ele toma insulina e tem dias que chego às 7h e saio umas 13h porque demoram para atender”, relatou.
PEDREIRA
A bancária Simone Correa Cancela, 42 anos, levou a filha de 4 meses para tomar as doses das vacinas Pneumo13, Pentac e Rotavirus na UBS da Pedreira. No entanto, foi impedida por conta da “incompatibilidade de vacinas”, já que a primeira dose da criança, foi realizada em clínica particular.
“Eu trouxe para tomar as doses da vacinação, mas as primeiras foram nesta clínica particular e agora eu queria dar continuidade aqui no posto, mas disseram que as vacinas são incompatíveis. Vou procurar a Secretaria de Saúde para conversar sobre isso porque eu tive a sensação de que pensaram assim: você pode pagar as vacinas em uma clinica particular, continue lá”, reclamou.
Em nota, a Sespa afirmou que a vacina Pneumo13 não é utilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que somente dispõe, para crianças, a Pneumo10. “Vacinas ofertadas por clínicas particulares nem sempre possuem as mesmas propriedades das que são oferecidas pelo SUS. Logo, aconselhamos que o cidadão se vacine de acordo com o calendário de vacinação proposto pelo SUS”.
(Diário do Pará)
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